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Novo Consórcio do Gás está pronto para arrancar

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Vai mesmo começar a exploração de gás do País de forma mais intensa, depois de concluído o acordo para o desenvolvimento dos campos Quiluma e Maboqueiro. Um investimento acima dos dois mil milhões USD, cuja execução começa ainda este ano, mas o primeiro gás só sairá em 2026.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, a italiana Eni e os parceiros do Novo Consórcio de Gás (Chevron, Sonangol, BP e Total) anunciaram em comunicado, que a decisão final de investimento (FID) para o desenvolvimento dos campos Quiluma e Maboqueiro (Q&M) foi agora tomada por todos os membros do consórcio. Este será o primeiro projecto de desenvolvimento de gás não associado de Angola, ou seja a única concessão para um bloco com a finalidade exclusiva de exploração e produção de gás, já que até ao momento todo o gás extraído de Angola vem de blocos petrolíferos onde o objecto do contrato é a produção de petróleo.

O projecto do novo consórcio de gás inclui duas plataformas offshore, uma fábrica de processamento de gás e uma ligação à fábrica de Gás Natural Liquefeito (GNL, em português, e LNG, em Inglês) de Angola para a comercialização de condensado e gás via carga de GNL. O comunicado da ANPG não faz referência ao valor do investimento, mas, aquando da assinatura do contrato, há quase três anos, foi revelado que o investimento previsto se situava nos 2 mil milhões USD. As actividades de execução do projecto deverão começar em 2022, com o primeiro gás planeado para 2026 e uma produção prevista de 330 mmscf/dia em plateau.

A aprovação do Projecto Q&M é um marco importante para desbloquear novas fontes de energia não desenvolvidas, sustentando um fornecimento fiável de gás à fábrica de Gás Natural Liquefeito de Angola e promovendo o contínuo desenvolvimento económico e social do país.

De acordo com a nota de Imprensa da ANPG, o apoio prestado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, bem como por todos os demais ministérios envolvidos e pela ANPG, a concessionária nacional, foi essencial para desbloquear esta nova fase do desenvolvimento do gás offshore angolano. Neste aspecto, o estabelecimento de um regime jurídico e fiscal aplicável às actividades a montante e à venda de gás natural em Angola foi um elemento fundamental para o projecto.

De acordo com responsáveis da Eni Angola, "os parceiros do NGC, com o apoio das autoridades competentes, continuarão a prosseguir a promulgação de todas as aprovações contratuais e regulamentares enquanto trabalham na adjudicação dos principais contratos de engenharia, aquisição, construção e instalação (EPCI), que darão início à fase de construção".

Para o presidente da ANPG, Paulino Jerónimo, "esta é uma decisão histórica", com a qual a concessionária nacional se congratula, porque a partir dela a exploração do gás em Angola assumirá seguramente outra relevância e uma nova dinâmica. "A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis tudo fará para que o gás se assuma no nosso país como um negócio sustentável e rentável para os investidores", assegurou. O Novo Consórcio de Gás é composto pela Eni (26,6%, operador), Chevron (31,0%), Sonangol (19,8%), BP (11,8%) e Total (11,8%).