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Petróleo sobe com aumento de riscos

SEMANA DE 26 A 31 JANEIRO

Os riscos de segurança no Mar Vermelho, o aumento dos custos dos fretes e a manutenção das refinarias na Europa impulsionaram a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais esta semana.

Até à sessão de quarta-feira, o preço do petróleo negociado em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI), estava a ser transaccionado a 76,39 dólares por barril, registando um aumento de 2,81% em relação à semana anterior. Por outro lado, o Brent em Londres estava a ser negociado a 81,91 dólares por barril, valorizado cerca de 2,97% face à semana anterior. O aumento dos preços estavam a ser sustentados pelos riscos de segurança no Mar Vermelho, pelo aumento dos custos dos fretes e a manutenção das refinarias na Europa que contribuíram para redução da oferta.

No mercado financeiro, os dados fortes do mercado de trabalho nos Estados Unidos da América (EUA), reduziram a expectativa dos investidores de um início de corte nas taxas de juros nos próximos meses e sustentaram a hipóteses de que o Federal Reserve iria manter a taxa básica de juros na faixa de 5,25% a 5,50% durante a sua primeira reunião do ano que estava agendada para quarta-feira.

Os principais índices accionistas norte-americano e europeus negociavam de forma positiva. Nos EUA, O índice de referência S&P 500, no mercado europeu, o Euro Stoxx 600, referência para Europa ganhava 3,18%, face à semana passada.

Na última reunião de política monetária, realizada no dia 25 de Janeiro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro de referência pela terceira vez consecutiva, depois de dez aumentos desde 21 de Julho de 2022. Nesta quarta-feira, a taxa a Euribor a três meses subiu para 3,905% situado acima das taxas de seis meses (3,835%) e doze meses (3,572%), revelando a desconfiança dos investidores sobre o futuro da actividade económica europeia.

Por fim, o FMI publicou, esta semana, a edição de Janeiro do seu relatório, denominado World Economic outlook, onde reviu em alta a perspectiva de crescimento económico global para o ano de 2024 para 3,1%, face aos 2,9% previstos no mês de Outubro, antevendo também uma aceleração do crescimento em 2025 para 3,2%.

O relatório fundamenta que o maior optimismo em relação ao crescimento económico global sustenta-se pela maior resiliência da economia dos EUA e várias outras economias emergentes e em desenvolvimento, bem como, pelo apoio fiscal na China. O FMI prevê também que a inflação global deverá cair perto de 5,8% em 2024 e 4,4% em 2025. Estes dados podem indicar que os riscos para o crescimento global estão ligeiramente controlados, abrindo a possibilidade de flexibilizar as condições financeira, o que poderá impulsionar a alavancagem da procura agregada global.