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Massa falida do ex-BANC "acusa" BNA de ter saído da gestão com dívidas à segurança

Dívidas são referentes a seis meses de pagamentos em atrasos

A administração da massa falida do extinto Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC) "denunciou" que os administradores provisórios indicados pelo Banco Nacional de Angola (BNA) em Junho de 2018 largaram a instituição com uma dívida de salários acumulados de seis meses à equipa de segurança que controlava as estruturas do antigo banco.

De acordo com o jurista Frederico Batalha, membro da equipa de gestores da massa falida, quando a administração indicada pelo Tribunal chegou ao ex-BANC, encontrou um acumulado de seis meses de pagamentos em atraso à empresa que controlava todo o património da sede do antigo banco de kundi Paihama, quando esta responsabilidade era do BNA, já que a empresa de segurança tinha um contrato com o falido BANC.

"A questão [da remuneração] da segurança era incumbência do BNA. Mas o BNA, sem explicação, parou de pagar salários. Do mesmo jeito que não financiou a administração, deixou de pagar as remunerações da equipa de segurança. E como havia contrato, a administração da massa falida teve que assumir também esses encargos. E tem estado a honrar de forma gradual, renovando os contratos no mínimo necessários", explicou Frederico Batalha, que responde como o jurista da administração da massa falida, no terno de uma reunião realizada recentemente para avaliar as actividades desenvolvidas por este grupo indicado pelo Tribunal de Luanda.

O responsável conta ainda que quando a sua equipa chegou às instalações do BANC encontrou o banco completamente inoperacional, um quadro que já vinha desde Fevereiro de 2019, altura em que os administradores provisórios saíram daquela instituição cuja sede nacional era em Talatona. O Expansão questionou o Governador do BNA, José Massano, sobre as dívidas apontadas pela administração da massa falida, pelo que o responsável mostrou-se surpreso com o facto, já que considera que o BNA honrou com suas responsabilidades enquanto esteve no BANC. "Para mim, é uma novidade.

(Leia o artigo integral na edição 597 do Expansão, de sexta-feira, dia 23 de Outubro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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