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Gabriel Attal, de 34 anos, é o mais jovem primeiro-ministro da história da França

Macron mexe no xadrez

Gabriel Attal até então, exercia a função de ministro da Educação há cerca de seis meses. É o mais jovem primeiro-ministro desde a fundação da Quinta República da França, em 1958, e o primeiro abertamente homossexual (gay). O seu nome tem surgido nas sondagens com percentagens favoráveis para a corrida presidencial que terá lugar dentro de três anos.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou Gabriel Attal, de 34 anos, como o novo primeiro-ministro de França para suceder a Élisabeth Borne, que se demitiu esta segunda-feira.

Gabriel Attal era o ministro de Educação francês há cerca de seis meses, torna-se no mais jovem primeiro-ministro da história da república francesa, isto é, desde a fundação da Quinta República da França, em 1958, batendo o recorde do socialista Laurent Fabius, nomeado aos 37 anos, em 1984. Também é o primeiro chefe do governo assumidamente homossexual.

A notícia foi confirmada por Macron via Twitter, que fala do sucessor de Borne como garantia de "energia e o seu empenho para implementar o projeto de reestruturação e regeneração" que anunciou. "Em fidelidade ao espírito de 2017: superação e audácia. Ao serviço da Nação e dos Franceses", acrescentou.

No final da tarde de segunda-feira, a agora ex-primeira-ministra, Elisabeth Borne, apresentou sua carta de demissão após 20 meses à frente do governo. A renúncia aconteceu em meio à tentativa de Macron de dar um novo impulso ao seu segundo mandato antes das eleições para o Parlamento Europeu e dos Jogos Olímpicos de Paris neste ano.

Quem é Gabriel Attal?

Gabriel Attal nasceu a 16 de Março de 1989 em Clamart, uma comuna periférica de Paris, capital de França.

Com uma imagem de "bom aluno", Gabriel Attal começou a carreira política no Partido Socialista antes de ingressar nas fileiras de Macron em 2016.

Em 2017, foi eleito deputado por Hauts-de-Seine, e um ano depois entrou no governo, em outubro de 2018, como Secretário de Estado do Ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer. Aos 29 anos, era o membro mais jovem de um governo, à frente do ex-ministro François Baroin.

Em julho de 2020, tornou-se porta-voz do governo de Jean Castex, recém-nomeado para Matignon para substituir Édouard Philippe. Em maio de 2022, graças à reeleição de Emmanuel Macron para o Eliseu, ganhou terreno ao tornar-se Ministro Delegado responsável pelas Contas Públicas no primeiro governo de Élisabeth Borne.

Um ano depois, Attal deixou Bercy para ocupar o seu primeiro cargo como ministro em tempo integral no ministério da educação, onde substituiu Pap Ndiaye. Rapidamente, Attal começa a dar nas vistas, devido a assuntos delicados. Combate o bullying escolar de frente e, no início do ano letivo, anunciou a proibição do uso da abaya islâmica, vestimenta típica muçulmana, nas escolas de ensino fundamental e médio.

Apesar da polémica que se abre sobretudo na esquerda e na comunidade islâmica, a medida é popular junto da opinião pública. E o jovem ministro constrói uma imagem de autoridade, fazendo-se passar por defensor do secularismo.

No plano político, Gabriel Attal vem da esquerda (do Partido Socialista), embora tenha vindo a fazer uma viragem à direita ultimamente. O seu nome tem surgido nas sondagens com percentagens favoráveis para a corrida presidencial que terá lugar dentro de três anos.