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Opinião

Revisão do sector da energia em Angola e os desafios macroeconómicos

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O défice de electrificação exigirá investimentos adicionais na infraestrutura de transporte

O sector energético nacional tem vindo a desenvolver-se nos últimos anos ao nível do sistema on-grid, onde se destacam os investimentos realizados em hidro-eléctricas (e.g. Central de Laúca e Caculo Cabaça) e nos sistemas de transmissão e distribuição de energia (e.g. Ligações Laúca - Cambambe e Laúca - Capanda a 400kV) permitindo aumentar a cobertura nacional de 36% em 2017 para 40% em 2020(1) , mas ainda distante da meta de 60% preconizada para 2025.

Apesar dos investimentos realizados (e.g. mais de 12,5 mil milhões USD entre 2018 e 2022), Angola é caracterizada por alguns desafios socioecónomicos que impactam a procura por energia, nomeadamente o crescimento acelerado da população e a necessidade de diversificar as receitas e reduzir a dependência de importações de produtos essenciais, num quadro de 5 anos de contracção económica. Prevendo-se uma duplicação da população nos próximos 10 anos e tendo em conta os objectivos estratégicos do país, os avanços tecnológicos nos diferentes sectores da economia, melhoria das infraestruturas básicas e crescimento da actividade agrícola e industrial será expectável uma crescente pressão sobre os diversos agentes do sector.

Angola dispõe de um potencial hídrico ímpar a nível global, o qual tem constituído uma alavanca fundamental para o aumento da capacidade de geração nos últimos anos. Contudo, o défice de electrificação ainda existente, exigirá investimentos adicionais na infraestrutura de transporte. Dados pré-pandemia apontam para uma produção de cerca de 6.143 MW, dos quais 56% provinham de energia hídrica, 12% de gás natural e 32% de uma combinação de energia solar, eólica, biomassa e resíduos. Para endereçar as necessidades de médio-prazo, o PND 2018-2022 definiu metas para aumentar a capacidade produtiva para 50% até 2022 e 60% em 2025, atingindo-se uma capacidade instalada de 9,9GW, utilizando 66% de energia hidroeléctrica, 19% de gás natural e 15% de outros recursos naturais.

* Energy / O&G Senior Manager

* Energy / O&G Partner da Deloitte

(Leia o artigo integral na edição 648 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Outubro 2021, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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