Aumento da bancarização continua a ser principal desafio da banca
O presidente do conselho de administração do banco, Fernando Teles, considera que, apesar da evolução dos últimos anos, ainda existe um longo caminho a percorrer.
O aumento da taxa de bancarização continua a ser um dos principais objectivos do sector bancário, segundo afirmou ao Expansão o presidente do conselho de administração do Banco Internacional de Crédito (BIC), Fernando Teles. O banqueiro acrescentou que, não obstante a evolução dos últimos anos, ainda existe um longo caminho a percorrer, ao nível da melhoria dos serviços prestados e da diversificação do leque de produtos disponibilizados.
Fernando Teles referiu que a adopção de medidas que permitam melhorar o processo de decisão e controlo de risco de crédito representa outro desafio para a banca e, de igual modo, uma base fundamental para um crescimento interno sustentado. Referindo-se ao desempenho e resultados da banca, em 2014, o PCA do BIC avançou que, apesar do abrandamento sentido no último trimestre, o crescimento generalizado do sistema financeiro foi positivo, mantendo os níveis de crescimento dos últimos anos.
"Os activos consolidados do sistema financeiro cresceram cerca de 8,31% face a 2013, e os principais indicadores, como os depósitos e o crédito à economia, verificaram taxas de crescimento de 9,23% e de 9,55% respectivamente", indicou Teles.
Questionado sobre o impacto que a queda do preço do petróleo no mercado internacional pode ter no desempenho da banca em 2015, o presidente do BIC disse ser "natural e expectável" que venha a afectar os resultados da banca neste ano, quer por via da redução dos lucros cambiais, quer por via do aumento do risco de incumprimento de crédito. Fernando Teles considera a crise cambial vigente, provocada pela queda da receita petrolífera, como uma oportunidade para se apostar, cada vez mais, no esforço da diversificação da economia por via, nomeadamente, de um maior investimento na agricultura e agro-pecuária.
"No banco BIC entendemos este desafio como uma oportunidade e estamos naturalmente disponíveis para apoiar investimentos nestes sectores e noutros, que se entendam como fundamentais e criadores de valor acrescentado para Angola", frisou.
2014 foi positivo para o BIC
O banqueiro fez saber que, em 2014, o BIC reforçou a rede comercial, com a abertura de mais 17 balcões, totalizando 219 unidades comerciais em todo o território nacional, o que, como disse, permitiu reforçar, ainda mais, a sua posição como o banco privado com o maior número de balcões no País.
Por outro lado, prosseguiu, a solidez financeira alcançada ao longo de nove anos de existência permitiu ao BIC alcançar a 32.ª posição no ranking dos 100 maiores bancos africanos, segundo a revista The Banker.
Ainda no ano passado, para além das parcerias internacionais já existentes com o banco BIC Português e com a IFI em Cabo Verde, a instituição procedeu à abertura de um escritório de representação em Joanesburgo (África do Sul) e obteve autorização para abrir um banco comercial na Namíbia. Fora da actividade bancária, frisou, a marca BIC apostou na expansão do negócio para outras áreas, nomeadamente a actividade seguradora, em Outubro de 2014, com a abertura do BIC Seguros S.A.
"De uma forma geral, o ano de 2014 foi bastante positivo para o Banco BIC, no que diz respeito à evolução dos seus principais indicadores de negócio, mantendo quotas de mercado relevantes, através de uma oferta de produtos e serviços inovadores, aumentando assim os volumes de depósitos e crédito, bem como mantendo níveis adequados de rendibilidade", referiu Fernando Teles.
No presente ano, o banco vai continuar a procurar aumentar os seus níveis de eficiência e optimização dos seus custos operacionais, de forma a garantir uma estrutura de capital sólida e assegurando um crescimento equilibrado, avançou.











