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Angola

Reforma do sector eléctrico em Angola leva à criação de três empresas

Energia

O setor eléctrico angolano vai sofrer em 2014 uma profunda reforma, que conduzirá à criação de três empresas, dirigidas para a produção, transporte e distribuição, anunciou na quarta-feira em Luanda o ministro da Energia e Águas.

João Baptista Borges, citado pela agência Angop e que falava no final da 14.ª sessão ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, adiantou que as três empresas vão ser dotadas de conselhos de administração e de "uma nova organização institucional".

Actualmente, existem as estatais Empresa Nacional de Eletricidade (ENE), que produz, transporta e distribui energia eléctrica para 16 das 18 províncias de Angola e a Empresa de Distribuição de Electricidade (EDEL), que se ocupa da distribuição na capital do país, Luanda, e na vizinha província do Bengo.

Segundo João Baptista Borges, as três empresas vão ser criadas com o objectivo de proporcionar maior capacidade de prestação de serviço e implantar em todo o país actividades económicas associadas à produção, transporte e distribuição de energia.

O ministro referiu que o programa de reforma assenta na necessidade de conformar o modelo do mercado de regulação do setor ao conteúdo da Lei Geral de Eletricidade.

"Estamos a falar de grandes empreendimentos que vão custar milhões de dólares e que têm que, necessariamente, ter uma garantia de boa gestão", disse o ministro.

O sector eléctrico em Angola é ainda pouco desenvolvido, como classificou em Setembro deste ano o secretário de Estado da Energia de Angola, Joaquim Ventura, durante a conferência internacional de Energia e Águas que o país acolheu.

Para a solução dos problemas, o Governo tem definido um Plano de Acção do Sector de Energia e Águas 2013-2017, prevendo-se a operacionalização, em finais de 2014, de uma capacidade de geração de energia até 1.500 megawatts, de um total de 5.000 megawatts, a instalar até 2016.

Os subsectores das águas e energia beneficiaram este ano de investimentos públicos que totalizaram 2,3 mil milhões de euros, de um total de 22,3 mil milhões de euros de investimentos previstos para o Plano Nacional de Desenvolvimento, a executar até 2017, ano em que termina a actual legislatura.

Este ano, os projectos para o sector e energia estavam virados para a construção das hidroeléctricas de Lauca e de Caculo Cabaça, no rio Kwanza, e a central de ciclo combinado do Soyo, norte do país, e os sistemas de transporte associados.

Lusa / Expansão

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