Fake news

Fake news

Na sexta-feira passada, o Expansão e eu próprio, enquanto director, fomos "atacados" com a publicação de uma falsa notícia, que surge numa suposta capa dessa semana, alterada com a minha imagem, e onde me eram atribuídas declarações que nunca fiz.

O primeiro emissor era a página de uma Sofia Aleixo, perfil falso, que servia para enaltecer a figura e as acções do Presidente da República, de acordo com consulta à sua página. As primeiras partilhas foram feitas fundamentalmente por páginas ligadas ao partido da maioria, muitas delas dos "Cap"s do MPLA", o que não deixa de ser curioso. A primeira ideia que me veio à cabeça foi um editorial do meu companheiro Armindo Laureano, onde ele alertava para os "laboratórios digitais", que estavam exactamente a ser desenvolvidos no seio dos militantes do MPLA, e que tinham como missão descredibilizar determinadas pessoas e determinadas instituições.

Digo-vos que é uma sensação muito estranha receber uma chamada de um elemento da nossa redacção a dizer que estava a circular uma falsa informação do jornal com declarações que eu nunca tinha dito, mas já com imensas partilhas e comentários. E que deveria fazer alguma coisa, uma vez que não ia gostar de estar associado a esse pronunciamento.

Percebi rapidamente que a melhor opção é reagir, não deixar que a mentira cresça, utilizar todos os meios para desmentir, obrigado a todos os que partilharam as minhas informações, mais do que isso, perceber de onde veio e quem foram os "incendiários" que difundiram a "mentira". Muitos ajudaram-me a seguir o rasto, a colher informações que agora ajudam ao processo que estou a iniciar junto das instâncias judiciais. Uma curiosidade que não posso deixar de partilhar, o tal perfil da Sofia Aleixo, que estava em actividade há cerca de três anos, desapareceu do Facebook passadas oito horas.

Não tenho a ilusão de que sou suficientemente importante para merecer esta atenção, mas reconheço que pela posição que o Expansão ocupa no panorama da comunicação social angolana, de independência, transparência e não-alinhamento ao discurso oficial, está exposto a este tipo de gente e a este tipo de acções. Que é crime, de acordo com a legislação em vigor no País.

Dentro desta estratégia de descredibilização da imprensa privada, que percebi que existe por parte de alguns grupos organizados, outros directores e outros jornais poderão passar pelo mesmo. A todos os que nos lêem peço que não acreditem nessas futuras "fake news", que não partilhem e que, em caso de dúvida, confirmem com os envolvidos. Agora foi connosco, amanhã poderá ser com outros. Peço-vos que estejam atentos a estes "golpes". Eu prometo-vos que não vamos desviar um centímetro do caminho que o Expansão percorre há muitos anos.

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