Instituto que representa os credores privados prevê crescimento de 3,1% para este ano, longe do esperado pelo FMI

Instituto que representa os credores privados prevê crescimento de 3,1% para este ano, longe do esperado pelo FMI
Foto: D.R.

Com base na Análise de Mercados Emergentes em África, o Instituto Financeiro Internacional (IFI), que reúne os credores privados de todo o mundo, prevê um crescimento "modesto" de 3,1% em Angola este ano.

A previsão fica bem longe das perspectivas de crescimento do FMI, que espera em 2021 que Angola cresça 0,4%, e mais distantes ainda da previsão do Executivo angolano, que estima estagnação da economia, bem como das previsões do Banco Mundial, que no relatório das Perspectivas Económicas Globais aponta para 0,9%, e do próprio Departamento das Nações Unidas para Assuntos Económicos e Sociais que prevê 1,2%.

As estimativas do IFI, a que a Lusa teve acesso, "mostram que a economia de Angola contraiu-se 4,3% em 2020, e esperamos uma modesta recuperação económica de cerca de 3,1% este ano, devido à estabilização da produção petrolífera e ao levantamento das medidas de confinamento".

O documento enviado aos credores refere no entanto que as consequências na economia provocadas pela pandemia da Covid-19 poderiam ter sido mais graves ainda não fossem "as medidas de contenção, apoiadas pela gestão eficaz da crise e por um programa forte de políticas implementando pelas autoridades de Angola".

A presente análise, que diz respeito não apenas à economia angolana mas também aos diversos países da África Subsariana, refere que o Kwanza depreciou 58% em 2020 "o que mitigou o impacto da descida dos preços do petróleo na posição orçamental e externa" das contas públicas de Angola, tendo afectado a dívida pública.

O IFI prevê para os próximos trimestres que o preço do petróleo se mantenha baixo, reflectindo-se na balança corrente que deverá "continuar a registar um défice, à volta de 5%, e que a dívida externa continue a subir para cerca de 90% do PIB em 2022", noticia a Lusa.

Os acordos alcançados com os credores chineses, que o IFI calcula que tenham ajudado Angola a poupar cerca de 6,7 mil milhões de dólares - no âmbito da adesão à Iniciativa da Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) -, "também vai fazer descer as necessidades brutas de financiamento para cerca de 10% do PIB a médio prazo e ajudar Angola a reduzir o volume da dívida para um nível mais gerível", refere o Instituto Financeiro Internacional.

No plano político o instituto conclui que Angola "deverá manter-se estável, com um Presidente popular e reformista".

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