Tempos de mudança

Tempos de mudança
Foto: D.R.

Durante o percurso profissional pensamos várias vezes em mudar de rumo, ou de empresa, ou de funções. Muitas vezes até pensamos em mudar de país e de continente. Tentar ter experiências novas, mais ricas culturalmente e, claro, mais vantajosas financeiramente. Muitas são as razões pelas quais consideramos mudar de desafio profissional.

Ou até mesmo em fazer uma pausa para refletir e ponderar sobre os próximos passos. No entanto, são sempre decisões difíceis, muito mais nos dias de hoje, com tanta incerteza à mistura.

As nossas vidas e profissões são cada vez mais globais e com a vantagem do trabalho remoto, podemos trabalhar de qualquer lado para qualquer lado. Mas também facilmente podemos ir de qualquer lado para qualquer lado. Nos dias de hoje, falar mais do que uma língua é fundamental para que possamos ser globais. Claro que considerando que quem é nativo em inglês, provavelmente, não precisa de falar mais nenhuma, porque era, é e será sempre a língua mais utilizada em contexto organizacional. No entanto, nós que somos nativos de língua portuguesa, temos uma enorme vantagem, uma vez que são 9 os países que têm o português como língua oficial (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), totalizando mais de 250 milhões de pessoas.

Este é provavelmente um dos melhores legados que os antepassados portugueses deixaram pelo mundo fora. A dimensão da língua portuguesa faz com que as oportunidades de negócio e de emprego sejam uma realidade em vários continentes e regiões, coisa que não aconteceria se não fossem os tempos dos descobrimentos. A verdade é que as constantes migrações destas populações de uns países para os outros, traz uma enorme riqueza cultural, de aprendizagem e de respeito entre estas nações. A língua portuguesa une-nos a todos. Mas não só. Temos muito mais que nos une. Temos todos uma capacidade incrível de nos relacionarmos uns com os outros, mesmo sabendo que a história nem sempre trás as melhores recordações. Mas importa perceber que as acções são passadas nos seus determinados tempos e lugares. Consigo facilmente imaginar os meus bisnetos e trinetos a insultarem a nossa geração e a chamarem-nos criminosos porque destruímos o ambiente. Mas nos dias de hoje, é inconcebível não andarmos em carros e aviões movidos a combustíveis fósseis, por exemplo.

*Expert in Human Resources & Entrepreneur, Certified Coach PLD19, Harvard Business School Alumni

(Leia o artigo integral na edição 616 do Expansão, de sexta-feira, dia 19 de Março de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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