África Subsariana: Mais de uma em 5 empresas expandiram uso da internet durante pandemia

África Subsariana: Mais de uma em 5 empresas expandiram uso da internet durante pandemia
Foto: D.R.

Mais de 1 em cada 5 empresas africanas iniciou ou expandiu o uso de tecnologia digital em resposta ao choque provocado pela pandemia, constata o Banco Mundial no seu relatório semestral África"s Pulse, onde avança com previsões de crescimento económico para África Subsariana entre os 2,3% e os 3,4%, que é a taxa prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O relatório de Abril do Africa"s Pulse, intitulado "Covid-19 e o futuro do trabalho em África: tendências emergentes na adopção de tecnologia digital", apresenta um cenário menos crítico do que chegou a ser avançado, graças a uma "propagação mais lenta do vírus e uma menor mortalidade relacionada com a Covid-19". Mas a recuperação económica vai depender de os países "implementarem reformas profundas que criem empregos, encorajem o investimento e aumentem a competitividade", um desafio para os decisores políticos face ao "limitado apoio orçamental adicional".

A recuperação na região será variável, segundo o BM. Países não intensivos em recursos naturais, como Costa do Marfim e Quénia, e economias dependentes de actividades mineiras, como Botswana e Guiné, "deverão apresentar um crescimento robusto em 2021, impulsionado pela recuperação do consumo privado e do investimento à medida que é reforçada a confiança e as exportações aumentam".

Na sub-região de África Austral, a contracção em 2020 está estimada em -3%, impulsionada sobretudo pela África do Sul e Angola, as duas maiores economias da sub-região. Excluindo estes dois países, a actividade económica deverá expandir 2,6% em 2021 e 4% em 2022.

Digital com papel decisivo

As novas tecnologias têm um papel decisivo na recuperação económica na África Subsariana, assinala o Africa"s Pulse, sendo determinante atenuar as lacunas das infraestruturas digitais e tornar a economia digital mais inclusiva, até para dar impulso à Área de Livre Comércio Continental Africano e "aprofundar a integração dos países africanos nas cadeias de valor regionais e globais".

Para isso, é preciso assegurar preços mais acessíveis e competências para todos os segmentos da sociedade, diz o Banco Mundial, sublinhando o potencial das tecnologias digitais na economia informal, a "mais importante fonte de renda e criação de emprego" na região.

O uso de plataformas digitais cresceu durante a pandemia, nomeadamente com o teletrabalho, com mais de 1 em cada 5 empresas a iniciar ou expandir o uso das tecnologias digitais. Mas o crescimento não foi uniforme. Há uma grande variação entre os países, com uma média de 24%, inferior em 8 pp à média de 32% nos países em desenvolvimento fora de África. Na África Subsariana, África do Sul lidera, com 51% de empresas a iniciaram ou aumentaram o uso de plataformas digitais, seguindo-se o Togo (43%) e o Quénia (31%). Níger e Chade estão nos antípodas, não chegando sequer aos 10%.

(Leia o artigo integral na edição 619 do Expansão, de sexta-feira, dia 9 de Abril de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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