Cabo Verde com "pior" ano económico de sempre em 2020

Cabo Verde com "pior" ano económico de sempre em 2020
Foto: D.R.

Cabo Verde teve "o seu pior desempenho económico enquanto país soberano", em 2020, reconheceu o banco central no seu Relatório de Política Monetária, onde afirma que a crise sanitária global "interrompeu" um ciclo de crescimento económico médio de 5,4% entre 1980 e 2019 e adverte que a retirada "extemporânea" das medidas de apoio às empresas e famílias, como o lay-off, pode comprometer a recuperação económica.

"O Produto Interno Bruto decresceu 14,8%, o défice da balança corrente aumentou de 0,4 para 16,5%, o stock de reservas internacionais líquidas do país reduziu cerca de 80 milhões de euros e o défice e a dívida pública inverteram a tendência de queda e fixaram-se, respectivamente, em 9% e
156% do PIB em finais de 2020", escreve o Banco de Cabo Verde, que aponta a uma taxa de crescimento de 6% em 2021.

Isto caso se garanta o controlo da pandemia no Ocidente, em particular nas economias parceiras de Cabo Verde e no arquipélago, já que as "incertezas que rodeiam o processo da imunização da população mundial contra o SARS-CoV-2 e, consequentemente, a recuperação da actividade económica continuam excepcionalmente elevadas".

Em caso de atraso no controlo da pandemia, de constrangimentos na execução do Orçamento de Estado e da "retirada desapropriada de determinadas medidas de apoio às empresas e famílias", o crescimento não deverá passar dos 3% em 2021.

O banco central explica o desempenho "muito desfavorável" da economia nacional com o "confinamento geral", que vigorou de finais de Março a meados de Maio, em todas as ilhas, excepto em Santiago e Boavista, que foi até ao final de Maio, as restrições de viagem internacionais até Outubro e a perda de rendimentos da população activa em layoff e desempregada, bem como dos promotores de eventos culturais, entre outros.

"A performance económica do país foi pior que a dos seus principais parceiros e da média da sub-região na qual Cabo Verde está inserido, mas próxima das economias similares, dada a sua concentração sectorial em serviços, ao seu baixo grau de diversificação, bem como ao reduzido espaço orçamental para uma política contra-cíclica mais agressiva", escreve o banco central.

(Leia o artigo integral na edição 621 do Expansão, de sexta-feira, dia 23 de Abril de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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