Angola produziu menos 23 milhões de barris de Crude/dia que em 2020

Angola produziu menos 23 milhões de barris de Crude/dia que em 2020
Foto: D.R.

Angola produziu pouco mais de 102 milhões de barris de petróleo por dia no I trimestre de 2021, menos 23 milhões de barris diários face aos quase 126 milhões de barris de petróleo produzidos no mesmo período de 2020, representando uma queda de 18,7%, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo Gás e Biocombustíveis.

Na origem da queda de produção do país está o declínio natural dos blocos petrolíferos e atrasos na manutenção dos poços. Menos produção significa menor exportação e, por sua vez, representa uma quebra nas receitas fiscais. Os cofres públicos perderam 265 mil milhões Kz no I trimestre deste ano face aos 1,4 biliões de receitas fiscais com a exportação de petróleo entre Janeiro e Março de 2020.

Na edição 622 publicada a 30 de Abril de 2021, o Expansão questionou vários especialistas sobre como justificar uma quebra de 26% nas exportações dos principais blocos petrolíferos do país e constatou que as causas passam pelo declínio de produção que resulta do envelhecimento de alguns poços, mas também por questões relacionadas com a manutenção de equipamentos que por vezes "provocam interrupções na produção durante vários dias.

"Existem vários factores que causam a queda da produção em Angola, não apenas factores de declínio natural, porque o Kaombo é novo e não há indicações de declínio natural. Quase todos os campos angolanos estão a sofrer declínios por razões técnicas, que resultam da falta de investimento na manutenção de equipamentos como compressores, turbinas, etc. Havendo paragens num compressor não há produção que pode até parar por uma semana", admite Armindo Costa, engenheiro Geofísico especializado em petróleo e gás. O também antigo presidente da General Electric Oil and Gas Angola e ex director de operações geológicas da BP adianta ainda que esta lacuna na manutenção dos equipamentos também resulta da pandemia da Covid-19, que tem dificultado a mobilidade dos técnicos de manutenção.

(Leia o artigo integral na edição 624 do Expansão, de sexta-feira, dia 14 de Maio de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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