Preços do petróleo recuperam após relatos de navios porta-contentores atingidos por tiros no porto de Ormuz
Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira, com o Brent a tocar nos 100 USD por barril, recuperando das perdas anteriores após relatos de ataques a tiros contra pelo menos três navios porta-contentores no Estreito de Ormuz.
Por volta das 08h00, em Luanda, os contratos futuros do petróleo Brent, referência para as exportações angolanas, subiam 1,6 USD, ou seja, 1,6% para 100,1 USD por barril. Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) cresceram 1,7% para 91,2 USD por barril (+1,5 USD). Ambos os contratos de referência já tinham registado uma valorização de cerca de 3% na terça-feira.
Segundo fontes de segurança marítima e a Divisão de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, pelo menos três navios porta-contentores foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz. De acordo com a Reuters, o Irão impôs restrições à navegação no estreito, inicialmente em retaliação a um bombardeamento conjunto dos Estados Unidos e de Israel, e posteriormente em resposta ao bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
Entretanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende estender indefinidamente o cessar-fogo com o Irão, horas antes do seu término, com o objetivo de permitir a continuidade das negociações para pôr fim ao conflito que tem abalado a economia global.
O anúncio parece ter sido unilateral, não sendo claro se o Irão ou Israel, aliado dos Estados Unidos, concordam com a extensão da trégua, iniciada há duas semanas. Até ao momento, não houve comentários oficiais por parte dos principais líderes iranianos.
O facto é que os preços do petróleo têm registado elevada volatilidade desde o início do conflito no Golfo Pérsico, que provocou uma quase paralisação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do abastecimento global de crude. Esta volatilidade atingiu níveis não observados desde 2020, quando a pandemia de Covid-19 levou a uma forte queda na procura mundial por petróleo.











