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Casinos de Angola encravam 1,7 mil milhões KZ na empreitada Gika

Abertos há 20 anos

Apesar dos constrangimentos resultantes dos atrasos das obras do que será a maior casa de jogo do País, os promotores estão satisfeitos com os resultados das nove casas abertas desde há 20 anos.

Os Casinos de Angola, detidos pela nacional Plurijogos, SA, já investiram até agora cerca de 1,7 mil milhões Kz (18 milhões USD) na área reservada para a construção de um casino no shopping do empreendimento Comandante Gika, sem perspectivas temporais da entrega das instalações.

Esta informação foi avançada pelo director de marketing dos Casinos de Angola, Tiago Sousa. De acordo com o director, o caso do empreendimento Comandante Gika tem gerado alguns constrangimentos para os Casinos de Angola, nomeadamente financeiros. "Como é de conhecimento geral, a obra está bastante atrasada, e até ao momento, como se pode calcular, fizemos um investimento, temos esse valor imobilizado, sem qualquer contrapartida ou rendimento financeiro", desabafou o gestor.

Tiago Sousa acrescenta que nas contas não incluiu os custos de recrutamento feito e que tiveram de ser congelados planos de formação dos colaboradores, entre outros, decorrentes do atraso na construção do empreendimento. Este desabafo decorre, por outro lado, no rescaldo do segundo aniversário do casino de Viana, um investimento inicial de cerca de 300 milhões Kz em maquinaria, formação do pessoal e infra-estruturas. E, de acordo com o director de marketing, o retorno do investimento vai quase a metade.

"Até à data, recuperámos sensivelmente 45% dos 3 milhões USD investidos inicialmente. Pensamos que o retorno acontecerá no espaço temporal de quatro anos, a contar da data de inauguração da casa", precisou. Este resultado, explica, deixa satisfeitos os promotores da marca Casinos de Angola, embora "nem sempre os planos traçados sejam 100% cumpridos, por variáveis exógenas, que não se consegue controlar". Ainda assim, crê que estão a fazer um trabalho positivo quer nas áreas de jogo quer na gastronomia, na música e na cultura.

O ano de 2013 ficou marcado igualmente pela criação de novos serviços, reinvento de conceitos, com ganhos e perdas repartidas. "Faz parte da aprendizagem e da comunidade que nos rodeia, com pessoas cada vez mais informadas e mais exigentes", sublinhou Tiago Sousa. Nesse mesmo ano, só o casino de Viana organizou 350 noites de cultura, música, poesia e moda.

Entre os objectivos estratégicos da empresa promotora, o director avança que a marca Casinos de Angola será levada para uma nova província, sem dizer qual, e continuar a desenvolver acções sociais, no ano em curso. O ano que agora findou foi importante para a empresa.

Abriram-se novos casinos, contando agora com 1400 colaboradores, nas nove casas, das quais oito estão na província de Luanda e uma na cidade do Lubango. Além da promoção do jogo, arte e cultura de jovens artistas angolanos, a promotora Plurijogos, através dos Casinos de Angola, gastou, no ano transacto, em torno de 50 milhões Kz em acções sociais de apoio a 120 crianças, órfãs, desfavorecidas, abandonadas e marginalizadas na província de Luanda.

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