Queda na produção leva Acrep a prejuízos de 3,9 milhões USD
A situação financeira da Acrep fica no vermelho depois da tentativa falhada de abertura do capital em bolsa, em Março de 2024.
A petrolífera angolana Acrep registou prejuízos de 3,9 milhões USD em 2025, tratando-se do segundo ano consecutivo de resultados negativos, segundo cálculos do Expansão com base no relatório e contas da empresa. O desempenho surge dois anos depois do fracasso da tentativa de entrada em bolsa, em 2024.
Na base dos resultados está a forte quebra da produção, que caiu 47%, de 219.456 barris em 2024 para 115.500 barris em 2025, menos 103.956 barris produzidos. A redução da produção penalizou directamente as receitas da petrolífera liderada por Carlos Amaral, que viu as vendas afundarem 80% para 3 milhões USD face aos 15,1 milhões registados no ano anterior (-12 milhões USD).
A pressão sobre as receitas foi ainda agravada pela queda de cerca de 76% dos outros proveitos operacionais, que passaram de 145 mil USD para 35 mil USD. Apesar da redução dos custos operacionais, a quebra da facturação levou a empresa a apresentar um resultado operacional negativo de 5,2 milhões USD. Ainda assim, a petrolífera mantém o ritmo de investimento, com os recursos destinados às actividades de pesquisa e desenvolvimento a quase quadruplicarem em 2025. O investimento cresceu 290% para 19,8 milhões USD, sinalizando a aposta da empresa na expansão das suas operações.
A situação financeira da Acrep ocorre depois da tentativa falhada de abertura do capital em bolsa, em Março de 2024. A operação previa a captação de 45,1 mil milhões Kz através da emissão de 600.890 acções numa Oferta Pública de Subscrição (OPS), destinada ao público em geral e aos trabalhadores. Contudo, segundo a BODIVA, não foi registada qualquer procura, tornando a operação num fracasso. E na base do fracasso da oferta pública de subscrição e do insucesso da oferta pública de venda esteve a a falta de informação e de conhecimento sobre a empresa, o que gera falta de confiança por parte dos investidores, bem como os preços altos das acções se ecomparado com alternativas do mercado, como BAI e o Caixa Angola, que dispõem de mais informações junto do público em geral.
No mesmo período, no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV ), o BPC colocou à venda 300 mil acções que detinha na Acrep, correspondentes a 16,63% do capital social. Deste lote, foram colocadas 72.181 acções, por 5,4 mil milhões Kz. Embora o resultado tenha ficado aquém das expectativas, a operação contrastou com a OPS, que não registou qualquer manifestação de interesse por parte dos investidores.











