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Dividendos e privatização do BFA empurram lucros da Unitel para 158,4 mil milhões Kz em 2025

EM VÉSPERA DE IDA À BOLSA

Longe vão os tempos em que a Unitel era das empresas mais rentáveis do País, com uma margem EBITDA superior a 60% e com facturações próximas dos 1.500 milhões USD. Mais-valia com a privatização do BFA potenciou lucros de 2025, numa altura em que a operadora trabalha a todo o gás para entrar na bolsa.

Os lucros da Unitel dispararam 59% ao passar de 99,4 mil milhões Kz, em 2024, para 158,4 mil milhões Kz em 2025, influenciados pelas receitas com a alienação de 15% da sua participação no Banco de Fomento de Angola (BFA) e pela distribuição de dividendos daquele que é o segundo maior banco em activos do sistema financeiro nacional.

Os números foram apresentados esta semana durante um encontro com a imprensa e constam no relatório e contas de 2025, já entregues ao Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE).

O auditor externo foi a EY, que aprovou o report sem qualquer reserva. Face a 2024, os resultados operacionais da maior operadora da rede móvel em Angola mais do que triplicaram (+288%), ao passar de 17,0 mil milhões Kz para 66,0 mil milhões Kz, como consequência de um maior crescimento dos proveitos operacionais, na ordem dos 31% para 505,3 mil milhões, face ao crescimento de 19% dos custos operacionais. Ou seja, os proveitos cresceram mais do que os custos e isso traduziu-se num crescimento dos resultados com a operação.

Em termos práticos, o resultado operacional de uma empresa é o ganho gerado a partir das suas atividades principais, descontadas as despesas operacionais. É uma medida da eficiência e da capacidade de uma organização em gerar lucros a partir das suas operações centrais.

Segundo a operadora, este crescimento da receita num ano em que se verificou um aumento dos preços ao consumidor final na ordem dos 25% deve-se ao "reposi cionamento comercial" e à optimização dos recursos de redes como "consequência dos fortes investimentos realizados nos últimos três anos".

Resulta também do crescimento do número de clientes, que aumentou 746 mil no ano passado para cerca de 20,8 milhões, traduzindo-se numa quota de mercado de 76%, e pontos percentuais abaixo da quota em 2024, segundo a operadora. Nesta altura, o site do Inacom ainda não tem dados relativos a 2025, mas os dados de 2024 atribuem uma quota de 73% à Unitel naquele ano, 5 pp abaixo dos números divulgados pela operadora.

No entanto, a Unitel diz que estes valores "são obtidos através de sistemas internos, pelo que devem ser entendidos como estimativa". Quanto aos proveitos não operacionais, o destaque vai para os resultados financeiros, que cresceram 488% para 117,3 mil milhões Kz. É aqui que se encontram os ganhos (mais-valias) com a privatização do BFA, que gerou um encaixe bruto de...

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