Movicel a definhar perdeu cerca de 25 mil subscritores/mês desde 2019
Gestão danosa levou à degradação gradual da empresa. Em 2019, a operadora contava com mais de 2,1 milhões de clientes (14% do mercado); hoje tem apenas 1%. Enquanto a Movicel aguardava autorização do regulador para se modernizar tecnologicamente, a Unitel avançava e tomava o mercado.
À medida que o mercado atinge níveis de maturidade na subscrição de telefonia móvel e crescimentos mais lentos, a saga da debandada de clientes da operadora Movicel, que já foi a melhor em termos de serviço, não pára. Nos últimos seis anos, a operadora perdeu 1,8 milhões de subscritores, cerca de 25 mil/mês, em média, ficando apenas com 302.579 no final de 2025, calculou o Expansão com base nos dados do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM).
Foi no final de 2022 que a Movicel teve a maior queda de clientes por ano. Perto de 510 mil clientes abandonaram a operadora que inaugurou os serviços móveis celulares no País no final dos anos 90, ainda como unidade de negócio da Angola Telecom.
A entrada da Africell, operadora de origem libanesa que entrou no País com capital americano, agudizou e acelerou o estado já de gradado da operadora. Em 2025, o mercado contou com mais de 28,4 milhões de subscritores. No período, em cada 100 chips ligados à rede de telefonia móvel, 73 eram da Unitel, que mantém a hegemonia no mercado, 26 eram da Africell e apenas 1 era da Movicel, que continua em estado de "coma profundo" por falta de investimento para a modernização e manutenção da rede já existente. Em 2019, a operadora contava com mais de 2,1 milhões de clientes, uma participação de 14% no mercado, hoje tem 1% da quota.
O último investimento feito em infraestruturas da rede da Movicel já leva anos. "Investi mos, em 2019, alguns milhões de dólares na rede, mas não foram suficientes; era necessário mais para modernizar e fazer a manutenção da rede existente", disse fonte do Expansão no Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS).
A mesma fonte referiu que nenhuma empresa de telecomunicações sobrevive sem investi mentos, visto que o sector é de capital intensivo. Em 2020, logo a seguir à modernização da rede, a empresa tentou aumentar os preços quando a qualidade de serviço já deixava a desejar, o que foi considerado um combustível para a desistência massiva de...










