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GA Angola Seguros factura 24,8 mil milhões Kz em 2014

Mercado Financeiro

Para 2015 a empresa prevê um crescimento na ordem dos 15%, sustentados pelo investimento que tem sido feito na aptidão profissional dos colaboradores, expansão de escritórios pelo País e no marketing.

 

Cerca de 24,8 mil milhões Kz (240 milhões USD) é o volume de facturação da GA Angola Seguros em 2014, um crescimento acima dos 15% comparativamente ao ano anterior, em que as receitas arrecadadas rondaram os 21,5 mil milhões Kz (208 milhões USD), segundo revelou, em entrevista ao Expansão, Henrique Raimundo, director comercial da empresa.

No que toca a negócios massificados, referiu, face a 2013, a seguradora teve um crescimento na ordem dos 60% e os negócios corporativos andaram pelos 30%, enquanto a taxa de retorno de investimento rondou os 20%. "Estamos a dar passos largos em termos de crescimento e de consolidação dos negócios existentes e acredito que estamos num bom caminho. Tivemos um bom desempenho tendo em conta os bons factores registados em 2014", frisou.

Acrescentou que a GA Angola Seguros teve um desempenho muito positivo em classes tidas como "mais importantes" como os seguros obrigatórios, de trabalho, de doenças profissionais e automóvel de responsabilidade civil, tendo este último representado cerca de 25% da carteira de negócios da empresa. Considerou o seguro automóvel de responsabilidade civil uma parcela determinante na carteira da seguradora, não apenas em termos de subscrições de direitos, como também na retenção de riscos.

"Para uma seguradora como a GA Angola Seguros, o seguro automóvel é uma classe em que não fazemos resseguros, mas internamente nós conseguimos subscrevê-lo e absolver este risco. É muito importante esta questão porque os montantes ficam em Angola e depois são investidos na nossa empresa", explicou.

O director comercial da GA Seguros adiantou que o bom desempenho do seguro automóvel fez com que a empresa aumentasse os seus postos de venda, fortalecesse as suas parcerias e que continuasse a inovar, sobretudo naqueles produtos que requerem maior sofisticação. Apesar do clima económico nada favorável que se desenha para o presente ano, Henrique Raimundo prevê um crescimento nas receitas na ordem dos 15% que, como justificou, será garantido pelo investimento que tem sido feito na aptidão profissional dos colaboradores, pela expansão de escritórios pelo País, e por uma "forte" estratégia de marketing.

"A indústria seguradora é paralela à actividade real e por isso mesmo susceptível de ser afectada pelas dificuldades da economia. Mas temos de encontrar estratégias próprias para enfrentar ciclos maus, explorando outras oportunidades", disse. Seguro de saúde regressa Ao Expansão, o director comercial da GA Angola Seguros anunciou que provavelmente no final do primeiro trimestre deste ano a empresa vai voltar a comercializar o seguro de saúde, cinco anos depois de o ter suspendido.

Lançado em 2009, refere, a comercialização do seguro de saúde veio a ser suspensa em 2010 por alegado desalinhamento com os critérios da empresa em termos de prestação de serviços, por parte das clínicas do País que, para a GA Seguros, não era aceitável na altura. "Não estava ao mesmo nível de prestação dos outros produtos que tínhamos em carteira. É um produto muito exigente mas, ao mesmo tempo, não conseguia satisfazer as expectativas dos clientes. Isto fez com que nós o retirássemos do mercado, na altura, para procurarmos arranjar uma estratégia que colmatasse este défice", fundamentou.

Henrique Raimundo argumentou que o facto de a empresa optar por voltar a comercializar o seguro de saúde não significa que a prestação de serviços, por parte das clínicas, já seja "bem melhor", mas existem hoje mecanismos que permitem vender o produto de forma aceitável.

Actualmente, prosseguiu, a seguradora trata dos riscos e existem entidades especializadas que fazem a gestão dos mesmos dentro das clínicas. Dados da Agência de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) atribuem à GA Angola Seguros, empresa fundada em 2005, entre 17,5% e 19% da quota do mercado, ocupando a terceira posição entre as 19 a operarem no País, atrás apenas da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA) e da Angola Agora e Amanhã (AAA).

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