Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Expansão Mercados

Bancos com prazos de até 40 dias para aceitar ou rejeitar crédito

BNA 'APERTA' INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS

O objectivo é impedir que os bancos arrastem processos de empréstimos bancários numa altura em que a economia precisa de liquidez para mitigar os impactos da pandemia e do estado de emergência. Empresários aplaudem e admitem que esta medida vai beneficiar pequenas e médias empresas nacionais.

Os 26 bancos comerciais que operam no País estão obrigados a responder às solicitações de crédito dos seus clientes até um prazo máximo de 40 dias, dos quais se incluem 15 dias para solicitação de informação adicional sobre o pedido do empréstimo, de acordo com uma imposição do Banco Nacional de Angola (BNA).

Segundo o aviso n.º07/2020, esta imposição do banco central prende-se com a necessidade de se estabelecer níveis de serviços mínimos prestados aos consumidores de serviços [bancários] mediante a definição de um prazo máximo de resposta, formalização e disponibilização do crédito a esses clientes.

Ao Expansão, fonte da direcção da Associação Angolana de Bancos (ABANC) garante ainda que a decisão do banco central em estabelecer estes prazos está relacionada com o número de reclamações sobre o processo de crédito sem qualquer resposta. Isto, numa altura em que o país está em estado de emergência devido à pandemia Covid-19, em que parte das medidas do Executivo para apoiar a economia assentam, precisamente, pela concessão de crédito a empresas e cooperativas para aumentar a produção nacional. O objectivo é garantir liquidez às empresas e famílias nesta fase em que a actividade económica está praticamente suspensa devido ao impedimento de circulação.

Anteriormente, cada banco definia internamente o seu timing de resposta aos pedidos de crédito dos clientes, um processo que continha várias fases, desde a recepção dos documentos do cliente pela rede comercial, à análise pela direcção de crédito e a aprovação. Dependendo dos níveis de risco, o processo pode subir para ao comité de crédito, ou ser despachado logo na base pela direcção de crédito, segundo avança o risk manager Adolfo Carlos Dombo.

Com a nova medida, as instituições financeiras bancárias devem agora estabelecer prazos internos para a análise dos pedidos de crédito e para solicitar informação adicional, quando necessário, que não fujam aos prazos agora determinados pelo regulador, que define limites temporais para resposta a pedidos de crédito que vão de projectos agrícolas e industriais ao crédito à habitação, independentemente de a resposta vir a ser positiva ou negativa.

Para os projectos de investimento agrícola e industrial, os bancos têm 40 dias, 15 dos quais para solicitar informação adicional, para comunicarem a decisão ao cliente sobre se libertam ou não o empréstimo. O mesmo período aplica-se para o que o BNA designa por "outros projectos de investimento superior a 600 milhões Kz". Foram estabelecidos prazos para outras operações de crédito.

A Associação Angolana de Defesa do Consumidor de Produto e Serviço Bancário (Acosbanc) diz, em nota, ter recebido com "satisfação" a medida do BNA, admitindo que "obrigará bancos a adoptarem uma nova postura no âmbito da análise e comunicação da decisão final das solicitações de crédito". (...)

(Leia o artigo integral na edição 571 do Expansão, de sexta-feira, dia 24 de Abril de 2020, em papel ou na versão digital disponível aqui)

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo