Infraestrutura ferroviária cede e trava circulação no Corredor do Lobito
A infraestrutura mais afectada é a ponte ferroviária sobre o rio Halo, no segmento entre as estações do Cubal e do Caimbambo. De acordo com informações das autoridades locais, o incidente provocou o desabamento de cerca de 200 metros da via do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), interrompendo a circulação ferroviária e comprometendo a continuidade operacional da linha. O impacto social das chuvas é ainda maior, já que as autoridades registaram cinco vítimas mortais e cerca de 4.500 pessoas desalojadas na sequência do transbordo do rio Cavaco.
A circulação ferroviária no Corredor do Lobito encontra-se condicionada na sequência do corte de um troço da linha férrea no município do Caimbambo, província de Benguela, provocado pelas chuvas intensas registadas na noite de sábado.
A infraestrutura mais afectada é a ponte ferroviária sobre o rio Halo, ao quilómetro 123, no segmento entre as estações do Cubal e do Caimbambo. De acordo com informações das autoridades locais, o incidente provocou o desabamento de cerca de 200 metros da via do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), interrompendo a circulação ferroviária e comprometendo a continuidade operacional da linha.
O facto é que constrangimento ocorre num dos principais corredores logísticos do país, com impacto directo na mobilidade de passageiros e, sobretudo, no escoamento de mercadorias, afectando a dinâmica económica regional e as cadeias de abastecimento associadas ao Corredor do Lobito.
Adicionalmente, a ponte sobre o rio Cavaco, nas proximidades da cidade de Benguela, encontra-se igualmente condicionada devido a inundações, estando ainda por realizar uma avaliação técnica detalhada, dependente da melhoria das condições no terreno. Em consequência, a circulação ferroviária nos troços afectados permanece suspensa por tempo indeterminado.
Em comunicado, a Lobito Atlantic Railway (LAR), empresa privada responsável pela operação do transporte de carga na linha, indica que equipas técnicas especializadas já se encontram no terreno a proceder ao levantamento integral dos danos, com vista à definição de um plano de intervenção e reposição da infraestrutura.
A LAR assegura ainda que está a coordenar a resposta operacional em articulação com as entidades governamentais, nomeadamente o Governo Provincial de Benguela e o Caminho de Ferro de Benguela, EP, garantindo o acompanhamento contínuo dos trabalhos.
O Caminho de Ferro de Benguela constitui um dos eixos estruturantes do Corredor do Lobito, projecto estratégico que prevê, na sua configuração actual, a construção de uma nova linha férrea com cerca de 515 quilómetros, ligando Angola à Zâmbia, bem como a reabilitação de aproximadamente 315 quilómetros de via na República Democrática do Congo, actualmente operada pela Société Nationale des Chemins de fer du Congo (SNCC).
Cinco mortos e cerca de 4.500 pessoas desalojadas
No plano social, o impacto das chuvas intensas na província de Benguela agravou-se nos últimos dias. As autoridades registaram cinco vítimas mortais e cerca de 4.500 pessoas desalojadas na sequência do transbordo do rio Cavaco, ocorrido no domingo, 12.
O episódio surge apenas uma semana após as enxurradas que provocaram 27 mortes e a destruição de mais de duas centenas de habitações, com o bairro Tchipiandalo identificado como uma das zonas mais afectadas.
Face ao agravamento da situação, o reinício das aulas foi adiado por tempo indeterminado, enquanto decorrem acções de resposta humanitária e avaliação dos danos nas infraestruturas sociais.











