Legalizar os catadores de lixo e organizá-los em cooperativas
A recém-empossada PCA da ANR promete "guerra" ao lixo, em especial ao plástico, admitindo que se for bem explorado e bem gerido, está aqui um sector a contribuir para o crescimento económico e para a criação de emprego.
O que é que é mais urgente mudar durante a sua gestão?
Em conjunto com todo o conselho de administração e colectivo da agência queremos acabar com o lixo. Repito, acabar com o lixo! Já houve muitos modelos de intervenção, mas é preciso é ter vontade, uma equipa organizada, dinâmica e coesa para juntos fazermos acontecer o que é urgente no sector dos resíduos. Eu digo sempre que para além do petróleo e dos diamantes, uma das grandes riquezas que temos em Angola é o resíduo, o lixo. Muito bem explorado e bem gerido é a nossa terceira maior economia.
Quem são esses actores?
Desde logo o Estado, a Agência Nacional de Resíduos, que tem um papel de regulador e fiscalizador e vai criar as bases legais, e depois temos outras partes interessadas, como os operadores de recolha, os munícipes, com quem temos que ter muitas acções de formação e informação e sensibilização ambiental.
Que podem gerar ideias de negócio...
Quem as tiver serão bem-vindas. Vamos analisar cada projecto e abrir caminho para as instituições que dão micro-crédito a estas actividades.
É o caso dos catadores de lixo, que proliferam em Luanda a olhos vistos...
Também queremos saber quem são e onde estão os catadores de resíduos. Já se vê que é uma actividade que gera renda familiar e queremos motivá-los com acções concretas, úteis para estas pessoas e para a sociedade. Essa prática é desenvolvida sem o mínimo cuidado de saúde e de segurança e isso não é bom. Queremo-los numa prática mais digna, organizados em cooperativas.
(Leia o artigo integral na edição 585 do Expansão, de sexta-feira, dia 31 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)











