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Angola

Licenças de importação sem prazo de emissão

COM EXCEPÇÃO DE MERCADORIAS URGENTES

As licenças de importação de mercadorias que não sejam consideradas urgentes vão continuar sem prazo de emissão nos próximos dois a três meses, reafirmou a ministra do Comércio, numa reunião com representantes dos importadores a que assistiram também responsáveis do Banco Nacional de Angola e da Autoridade Geral Tributária (AGT).

De acordo com o 'resumo' da reunião presidida pela ministra do Comércio, Rosa Pacavira, destinada a esclarecer a situação dos atrasos na emissão dos licenciamentos, documento a que o Expansão teve acesso, "todas as licenças das mercadorias não englobadas nas prioridades devem aguardar até à sua aprovação - sem prazo médio apresentado para o efeito".

São consideradas mercadorias prioritárias alimentos no geral, medicamentos e material hospitalar, petróleo e alguns produtos do sector agrícola e/ou industrial. Para estas mercadorias, as autoridades comprometem- se a emitir os correspondentes licenciamentos 'num prazo de 24 a 48 horas' para facturas de valores baixos e claras - descrição clara, importador autorizado e credível, facturas traduzidas, preços dentro da média praticada.

A "corrupção no Ministério do Comércio, designadamente na emissão de DU Provisórios falsos, esquemas, etc." foi uma das razões apresentadas para o atraso nas emissões, onde se incluem também (1) A conjuntura actual do País; (2) Dificuldade de saída de divisas do País; (3) Obrigatoriedade de o licenciamento ser emitido antes do embarque; (4) Controlo da apresentação das autorizações prévias para embarque (por exemplo, licença sanitária, autorização do Ministério dos Petróleos, entre outras); (5) Importações realizadas indevidamente sem a Autorização dos ministérios de tutela; A ministra Rosa Pacavira "pressupõe" que os licenciamentos voltem à normalidade dentro de 2 a 3 meses, caso a conjuntura do País assim o permita, conclui o resumo da reunião.

O Expansão sabe que ficou agendado novo encontro para a terça-feira, dia 21, entre os responsáveis do Ministério do Comércio, BNA, AGT, Associação Industrial de Angola, Câmara dos Despachantes e Associação dos Investidores para encontrarem mecanismos/procedimentos que permitam ultrapassar esta situação de forma célere, mas até ao fecho desta edição não foi possível confirmar se a reunião se realizou efectivamente e, em caso afirmativo, que decisões foram tomadas.

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