Mais 81,6 mil milhões Kz para a recolha de lixo em Luanda com 16 concursos por zonas
A expectativa é melhorar a recolha de lixo e o saneamento básico, numa cidade onde os problemas persistem apesar das sucessivas intervenções públicas e é necessário criar metas e objectivos às empresas concorrentes.
A luta contra o lixo em Luanda acaba de ganhar uma nova dimensão financeira. O Presidente da República autorizou uma despesa global de 81,63 mil milhões de kwanzas para assegurar os serviços de limpeza pública, recolha de resíduos sólidos e saneamento básico na capital do País, através de um concurso dividido em 16 lotes correspondentes aos diferentes municípios da província.
O objectivo declarado é melhorar o sistema de limpeza urbana, reforçar as acções de saneamento e reduzir os riscos sanitários associados à acumulação de resíduos, num contexto em que os surtos de cólera e outras doenças continuam a expor as fragilidades da gestão ambiental da maior cidade do País.
O modelo adoptado assenta numa lógica de descentralização operacional. Em vez de concentrar todo o serviço num único operador, o Governo optou por repartir a província em lotes autónomos, permitindo a participação de diferentes empresas e, teoricamente, aumentando a concorrência e a capacidade de resposta.
A estratégia procura também adaptar os contratos às características específicas de cada município, uma vez que a densidade populacional, a produção de resíduos e as dificuldades logísticas variam significativamente entre zonas urbanas consolidadas e áreas periféricas em expansão.
A distribuição dos valores mostra bem essas diferenças. Os maiores contratos estão concentrados nos municípios mais populosos e com maiores desafios de recolha. Cacuaco lidera com 9,29 mil milhões de kwanzas, seguido pelo Ki lamba Kiaxi com 9,19 mil milhões, Viana com 8,12 mil milhões e Ca mama com 6,20 mil milhões...











