Instituto Agrário do Tchivinguiro "atolado" em dificuldades

Instituto Agrário do Tchivinguiro "atolado" em dificuldades
Foto: Quintiliano dos Santos

O Instituto Técnico Agrário do Tchivinguiro, construído em 1938 na província da Huíla, a 45 quilómetro da sua capital, está "atolado" em dificuldades, que comprometem o funcionamento da instituição, que foi referência na formação de técnicos, inclusive de outras províncias.

O estado de degradação da sua estrutura salta logo à vista e põe em causa a própria segurança de quem ali estuda. A

instituição pública vocacionada para a formação de técnicos dos ramos da agricultura e pescas está num edifício de 13 salas, com capacidade para acolher 36 alunos por turma. Dispõe ainda de cinco laboratórios, nomeadamente de Biologia, Química e Fitotecnia, que não funcionam por falta de material para as aulas práticas.

A mais antiga instituição de ensino do país dispõe de um internato, com capacidade para 340 alunos internos, mas viu reduzido este número para 97 estudantes, porque muitos não têm condições para suportar a comparticipação de 12 mil Kz. Apesar de dispor de uma verba, a direcção alega que a cabimentação é insuficiente para suportar as despesas com o internato, escola e área agrária.

"Não temos docentes para as cadeiras técnicas e práticas. E o nosso currículo de actualização", explica Pedro Ebo, director da instituição, acrescentando que, desde 2000, que o instituto precisa de obras, quer no internato, escola e outras infra-estruturas de apoio à actividade agro-pecuária. Precisa também de novas infra-estruturas.

A falta de transportes públicos para apoiar os estudantes e professores, que diariamente andam quilómetros para frequentar as aulas, é outro problema. "Em 2017, recebemos uma equipa enviada pela embaixada da França, no âmbito de uma colaboração, para fazer o levantamento das necessidades e é com estes apoios que a instituição continua a formar quadros", explicou o responsável.

(Leia o artigo integral na edição 622 do Expansão, de sexta-feira, dia 30 de Abril de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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