FMI conclui sexta avaliação a Angola e liberta última tranche de 748 milhões USD
O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu na semana passada, com elogios a Angola mas também recados, a sexta avaliação ao Programa de Financiamento Ampliado, o que permite o desembolso imediato da última tranche de 748 milhões USD dos 4,5 mil milhões USD aprovados para o país.
Apesar de concluir com sucesso o programa, o FMI considera que falta "diversificar a economia, através de reformas estruturais profundas e contínuas", essencial para alcançar o "crescimento inclusivo e consolidação da sustentabilidade económica", afirma Antoinette Sayeh, directora-geral adjunta e presidente interina do conselho executivo do IMF. A sexta avaliação recomenda ainda às autoridades angolanas que completem a "modernização do quadro regulamentar e de supervisão" do sector financeiro e que implementem planos para fazer "face ao elevado nível de crédito malparado".
A missão do FMI concluiu, na última avaliação ao programa, que "as políticas prudentes das autoridades angolanas têm contribuído para reforçar a estabilidade e sustentabilidade" das finanças públicas, "apesar das difíceis condições económicas", antevendo a descolagem para um ciclo de crescimento, que deverá "atingir os 4% a médio prazo".
O aumento dos preços do petróleo, combinado com a "disciplina política e o compromisso com as reformas" ajudaram a "melhorar o desempenho económico", o que colocou Angola num "caminho de recuperação dos múltiplos choques e recessões de vários anos", refere a declaração de Antoinette Sayeh.
O Programa de Financiamento Ampliado foi aprovado a 7 de Dezembro de 2018, com um empréstimo de 3,7 mil milhões USD. Este montante foi elevado para 4,5 mil milhões USD, na terceira avaliação, a pedido das autoridades angolanas, para apoiar os esforços no âmbito da reforma macroeconómica e para mitigar o impacto da pandemia da Covid-19.











