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Economia

Ouro cai pela 10.ª sessão consecutiva com receios de inflação e juros elevados

Metal amarelo negoceia em contramão

O ouro segue em queda pela décima sessão consecutiva esta terça-feira, num contexto de elevada incerteza geopolítica e crescente preocupação com os impactos da guerra no Médio Oriente sobre a inflação e o crescimento económico global.

Na manhã de hoje, o metal amarelo recua ligeiros 0,06%, sendo negociado a 4.404,7 USD por onça. Em sentido oposto, a prata regista uma valorização de 0,75%, para 69,7 USD por onça, contrariando a tendência negativa do ouro.

A evolução dos preços ocorre num momento em que os mercados continuam a reagir aos desenvolvimentos no conflito envolvendo o Irão e os Estados Unidos. O adiamento, por cinco dias, de eventuais ataques norte-americanos a infraestruturas energéticas iranianas, anunciado pelo Presidente Donald Trump, chegou a proporcionar uma breve estabilização nos preços do ouro.

No entanto, o alívio foi de curta duração, após autoridades iranianas rejeitarem qualquer possibilidade de negociações e notícias indicarem que aliados dos EUA no Golfo Pérsico poderão vir a juntar-se a uma eventual ofensiva.

Tradicionalmente visto como um ativo de refúgio em períodos de instabilidade, o ouro tem, ainda assim, registado perdas significativas desde o início do conflito. Na sessão anterior, o metal caiu cerca de 2%, acumulando já nove quedas consecutivas e uma desvalorização próxima de 17% desde o início da guerra até ao fecho de segunda-feira.

Analistas apontam que a atual pressão sobre o ouro está relacionada, sobretudo, com o aumento dos preços da energia, que tem alimentado expectativas de subida da inflação à escala global. Este cenário reforça a perspetiva de políticas monetárias mais restritivas por parte de bancos centrais, incluindo a Reserva Federal dos EUA.

A possibilidade de novas subidas das taxas de juro tende a penalizar o ouro, uma vez que se trata de um ativo que não gera rendimento, tornando-se menos atrativo face a alternativas remuneradas. Ao mesmo tempo, a incerteza em torno do desfecho do conflito, bem como as perturbações no transporte de energia através do estratégico Estreito de Ormuz, continuam a influenciar o sentimento dos investidores.

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