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Economia

Petróleo abre sessão em queda e afunda mais de 6% com alívio das tensões no Médio Oriente

Petróleo ao dia

Os preços do petróleo estão a negociar em queda superior a 6%, à medida que diminuem os receios de uma escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irão, depois de ambos os países terem suspendido os ataques durante o fim-de-semana, alimentando expectativas de uma retoma das negociações diplomáticas.

Após quatro sessões consecutivas de fortes ganhos na semana passada, impulsionadas pelo agravamento das tensões no Médio Oriente e pelas restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, o mercado entrou numa fase de correcção. Os investidores passaram a descontar um cenário de menor risco geopolítico, o que está a pressionar as cotações do crude.

Por volta das 09h00 de Luanda, os futuros do Brent, referência para as exportações angolanas, recuavam 5,7 dólares, ou cerca de 6,0%, para 91,1 USD por barril, depois de terem chegado a negociar abaixo do importante nível técnico dos 90 dólares no início da sessão.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, era negociado nos 84,5 USD por barril, uma descida de 4,8 USD, equivalente a cerca de 5,4%.

Apesar das perdas registadas esta segunda-feira, ambos os contratos continuam a negociar acima dos níveis observados há três semanas, período durante o qual o agravamento do conflito impulsionou uma forte valorização do petróleo.

Na semana passada, o Brent chegou a tocar nos 100 dólares por barril, numa altura em que a intensificação do conflito afectou os fluxos de petróleo através do Estreito de Ormuz e aumentou as dificuldades nas exportações da Arábia Saudita para os mercados asiáticos via Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho.

O facto é que o petróleo permanece significativamente acima do preço de referência inscrito no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026, fixado em 61 dólares por barril.

Assim, para Angola, um preço do petróleo acima do previsto traduz-se, em princípio, num aumento das receitas fiscais e cambiais provenientes das exportações de crude, reforçando a capacidade de financiamento das contas públicas.

Contudo, este cenário também tem efeitos negativos. Como o preço dos combustíveis no mercado internacional acompanha a evolução das cotações do petróleo, o custo das importações de combustíveis tende a aumentar. Tendo em conta que uma parte significativa destes produtos continua a beneficiar de subvenções estatais, a manutenção do crude em níveis elevados representa uma maior pressão sobre as despesas do Estado, podendo reduzir, por um lado, parte do benefício proporcionado pelo aumento das receitas petrolíferas.

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