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Reservas nos EUA pressionam petróleo

SEMANA DE 23 A 28 DE FEVEREIRO

O aumento das reservas petrolíferas dos EUA penalizaram os preços do barril durante a semana. O WTI desceu cerca 0,14% face à semana passada, enquanto o Brent estava a ser negociado com ligeira valorização de 0,66%.

O West Texas Intermediate (WTI) de Nova York perdeu 0,14% para 78 USD por barril face à semana passada, enquanto em Londres, o Brent, que é a referência para as exportações angolanas, estava a ser valorizado em 0,66% para 82,79 dólares por barril. Os preços estavam a ser influenciados, principalmente, pela expectativa dos investidores sobre a possibilidade de a Reserva Federal dos EUA manter as taxas de juro inalteradas durante mais tempo do que era esperado, bem como, os números dos inventários de crude nos Estados Unidos que aumentaram. Além disso, o aumento da esperança de um cessar-fogo em Gaza também estiveram a influenciar os preços.

Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Bureau of Economic Analysis confirmam que a economia norte-americana cresceu menos do que o antecipado no quarto trimestre do ano passado. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 3,2% em termos anualizados, abaixo dos 3,3% previstos na primeira leitura. No acumulado de 2023, o PIB cresceu 2,5%, acima do crescimento de 1,9% registado no ano anterior. Comparativamente ao terceiro trimestre de 2023, a desaceleração do PIB no quarto trimestre reflectiu sobretudo um abrandamento do stock do investimento e nos gastos governamentais.

Com a saída dos dados do PIB abaixo do esperado, o dólar estava a desvalorizar face às principais divisas. O euro ganhava 0,08% para 1,08 dólares, enquanto o índice do dólar da Bloomberg, que mede a força do dólar contra 10 divisas, perdia 0,03% para 104,05 pontos em comparação com a semana passada. A atenção dos investidores esteve ainda voltada para os dados da inflação dos EUA divulgados na quinta-feira (um dia depois do fecho desta edição), para poderem sustentar a expectativa de corte na taxa de juros nos próximos tempos.

Os dados do PIB dos EUA melhoraram as expectativas sobre os cortes na taxa de juros nos próximos meses. Os índices bolsistas dos EUA negociavam em alta, O S&P 500 o principal índice de referência dos EUA, valorizava 2,06%, o NYSE composite ascendia 1,49%, o Dow ganhava 1,06%. Na Europa os principais índices bolsistas negociavam mista, o Euro Stoxx 600, referência para a região, ganhava 0,64%, O DAX da Alemanha valorizava 3,03%, O CAC da França ascendia 1,89%, enquanto O FTSE 100 do Reino Unido e O PSI 20 de Portugal caiam 1,19% e 0,81%, respectivamente. A expectativa de corte nas taxas de juros da Fed esteve também atrelada a uma redução no Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE).