Falta de dinheiro trava projecto da Metodista
A Universidade Metodista de Angola já enviou a proposta de pedido de patrocínio para o Ministério do Ensino Superior e aguarda por outras respostas de outras instituições.
O projecto da Universidade Metodista de Angola (UMA) denominado "Amigo do Ambiente Residência de Estudantes" vê-se condicionado por falta de patrocínio, segundo informou ao Expansão a reitora da instituição, Teresa Neto.
De acordo com a reitora, actualmente a instituição que dirige tem sido acompanhada pelo Ministério da Juventude e Desporto. Por outro lado, já foi enviada uma proposta de pedido de patrocínio ao Ministério do Ensino Superior, que, até ao momento, ainda não deu nenhuma resposta. Caso exista dinheiro, o projecto poderá vir a arrancar ainda este ano.
"O nosso principal problema é o patrocínio. Essa residência será mesmo para atender os jovens, porque sabemos que o País está voltado para os jovens e sua formação. Estamos a trabalhar com o Ministério do Ensino Superior e já enviámos a proposta no sentido de nos ajudarem", explicou.
Teresa Neto é de opinião que o País tem vindo a assistir, nos últimos anos, a um forte desenvolvimento das instituições de ensino superior. Porém, muitas são as carências para o alojamento de estudantes que, oriundos das várias províncias, têm dificuldade em encontrar residências com qualidade que sirvam a sua vivência académica e aprendizagem.
"A residência de estudantes foi pensada segundo uma lógica modular, podendo expandir-se de acordo com as necessidades do corpo de discentes da Universidade Metodista de Angola", assegurou.
A Universidade Metodista de Angola (UMA), em parceria com a empresa de gestão e coordenação de projectos VHM Angola, criou o projecto "Residência de Estudantes" para acolher os estudantes que habitam a maior distância ou apresentam dificuldades de deslocação e que pretendem uma formação universitária.
O projecto "Residência de Estudantes" vai comportar um total de 74 quartos duplos, 150 camas e vai desenvolver-se em seis pisos. Vai ainda contar com os serviços administrativos, cozinha, lavandaria, Internet e segurança, sendo que o edifício está localizado no Campus da Kaop Park, lote 6 - Kaop Velha, Cacuaco.
Este projecto recorre à utilização de contentores marítimos de ISSO 40 revestidos interiormente, dispostos segundo uma lógica modular de repetição, aproveitando as características autoportantes do contentor na definição volumétrica do edifício. A reitora explicou igualmente que os estudantes terão de pagar uma quota, ainda não estabelecida, para manter a instituição: "É sempre importante pagar alguma quota para garantir a manutenção."
Ano académico 2014
Tal como as outras instituições do ensino superior no País, as inscrições para os exames de admissão da Universidade Metodista de Angola arrancaram no passado dia 6 de Janeiro e terminam oficialmente hoje, como fez saber a reitora da instituição.
Para o presente ano lectivo, a UMA tem disponíveis 3.620 vagas, mais 1.120 vagas face ao ano de 2013, que disponibilizou 2.500 vagas. Por sua vez, para o curso de Ambiente e Gestão do Território estão disponíveis 180; Gestão e Administração e Empresas, 220; Engenharia Informática, 180; Engenharia Civil, 180; Engenharia Mecatrónica, 180; Engenharia Industrial e Sistemas Eléctricos, 180; Língua Portuguesa e Comunicação, 180; Direito, 160; Arquitectura e Urbanismo, 180; e Análises Clínicas e Saúde Pública, 180, totalizando 1.820 vagas para Luanda.
Por outro lado, estão disponíveis no Campus Kaop Park, em Cacuaco, um total de 1.800 vagas distribuídas pelos cursos de Desporto e Educação Física (225), Biologia (225), Reabilitação Física e Psicomotora (225), Economia (225), Cardiopneumologia (225), Hotelaria e Animação Turística (225), Direito (225) e Engenharia Informática (225).
Em relação às propinas praticadas na Universidade Metodista de Angola, Teresa Neto avançou que não haverá aumentos em relação ao ano lectivo anterior. As propinas variam entre os 330 USD e os 250 USD.
Questionada sobre a cultura de investigação científica, Teresa Neto avançou que é necessária a construção da cultura de docência e que se dê as condições necessárias aos professores. Entretanto, a instituição que dirige tem cumprido com o seu papel. Por outro lado, é apologista da formação contínua: "Temos fomentado a ideia de que os docentes têm de se formar. Sendo nós uma instituição do ensino superior, esse é um dos nossos grandes objectivos", concluiu.
Marcelino Von-Haff











