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Universidade

Entidades internacionais financiam com mais de 300 milhões USD

QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR ANGOLANO

Banco Mundial, União Europeia e Banco Africano de Desenvolvimento apoiam as universidades angolanas com programas relacionados com a qualidade das infraestruturas, quadro docente e discente, bolsas de estudos, financiamento de estudos e criação de cursos de pós-graduação.

Entre o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a União Europeia (UE), os apoios já ultrapassam os 300 milhões USD, num esforço que vai desde bolsas de estudo até à criação de laboratórios, parques tecnológicos e redes digitais universitárias.

O maior programa actualmen te em execução é o TEST (Tertiary Education, Science and Technology Project), financiado pelo Banco Mundial e pela Parceria Global para a Educação, com 200 milhões USD para o período 2024-2028.

O projecto está sob tutela do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e concentra-se essencialmente na modernização do sistema universitário público. Os recursos do TEST estão a ser aplicados em várias frentes. Uma delas é a atribuição de bolsas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), consideradas áreas críticas para a diversificação económica.

Segundo os dados do programa, já existem mais de 69 mil estudantes beneficiados, enquanto o número global de beneficiários ultrapassará os 180 mil. Mas o projecto vai além das bolsas. Uma das suas componentes mais estratégicas é a implementação da AngoREN, a Rede Nacional de Investigação e Educação (ver edição anterior), que pretende ligar as universidades angolanas a uma plataforma científica global, permitindo acesso a internet de alta velocidade, bibliotecas digitais, sistemas de combate ao plágio e cooperação internacional em investigação.

Outra componente importante do TEST é o modelo de Acordos Baseados em Resultados (ABR), mecanismo que condiciona o desembolso financeiro ao cumprimento de metas institucionais. Seis instituições de ensino superior já fazem parte deste sistema, numa tentativa de introduzir maior cultura de desempenho e responsabilização no sector.

O segundo maior pacote financeiro vem do Banco Africano de Desenvolvimento através do Projecto de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (PDCT), avaliado em 100 milhões USD, dos quais 90 milhões USD são financiados pelo BAD e apenas 10 milhões USD pelo Estado angolano.

Executado entre 2016 e 2026, o PDCT concentra-se sobretudo na investigação científica e na criação de infra-estruturas laboratoriais. Entre os projectos mais emblemáticos está a construção do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, considerado uma das principais apostas do Executivo para aproximar universidades, inovação e sector empresarial.

O programa financiou ainda 60 laboratórios de ciências, apoiou 73 projectos de investigação científica, atribuiu 161 bolsas de pós-graduação em STEM e formou mais de mil professores.

Além disso, financiou mais de mil bolsas para raparigas vulneráveis do ensino secundário, numa tentativa de aumentar a participação feminina nas áreas científicas.

Capital Humano

A estratégia revela uma preocupação crescente com o défice de capital humano altamente qualificado, sobretudo num momento em que Angola procura industrializar sectores como agricultura, minas, energia, logística e tecnologia. Contudo, os números também demonstram que a produção científica nacional continua extremamente dependente de fundos internacionais. O próprio finan

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