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"Em Angola ainda existe teatro porque não se pode matar a cultura e a arte"

ANA CARINA | ACTRIZ

Ana Carina possui mais de 20 anos de carreira na arte da representação. Estreou-se na novela Reviravolta, exibida em 2002 pela TPA, uma cadeia que, hoje, já não produz conteúdos de ficção. A actriz também aponta as fragilidades estruturais da arte em Angola, afirmando que o Ministério da Cultura quase nada faz pela arte porque não investe.

Há muitos anos, o seu rosto e nome estiveram em grandes produções, sobretudo novelas, sendo "Jikulumessu" uma das suas participações mais recentes. Actualmente, em que projectos de audiovisual está envolvida?

Não estou em grandes produções cinematográficas, mas estou no projecto "A Grande Família Angolana", e estamos a revolucionar os conteúdos do TikTok. Entrei para o projecto a convite do Paulo Carvalho (Tia Bibiana). No começo era apenas para fazer uma participação e contínuo até hoje. Entretanto, possuo uma carreira de 24 anos, e fazer parte do projecto significa continuar a trabalhar em benefício da arte e da cultura angolana.

Como tem sido a troca de experiência com a geração mais nova?

Tem sido boa, apesar de serem contextos diferentes, porque a minha geração vem de uma realidade diferente. Hoje, a adaptação é outra, a globalização está avançada e a forma de gravar já não depende inteiramente de uma câmara, porque podemos gravar com o telefone, por exemplo, os conteúdos que apresentamos são gravados com o telefone. No entanto, essa forma de gravar, numa época mais evoluída, sem guiões, dá-nos a capacidade de criação de forma espontânea e automática.

Isso, de alguma forma, tem mais-valia para a arte da representação?

Não só para a arte, mas para o País em si. Porque, da arte, o Ministério quase nada faz. Então, os benefícios são para o enriquecimento da própria cultura, porque as tecnologias permitem que a cultura e a arte nacional atravessem fronteiras.

Isso, de alguma forma, tem mais-valia para a arte da representação?

Não só para a arte, mas para o País em si. Porque, da arte, o Ministério quase nada faz. Então, os benefícios são para o enriquecimento da própria cultura, porque as tecnologias permitem que a cultura e a arte nacional atravessem fronteiras...

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