Brent avança e retoma subida após alívio no início da semana
O preço do petróleo voltou a subir na manhã desta quinta-feira, invertendo a tendência de alívio registada no início da semana, num mercado pressionado pela crescente instabilidade no Médio Oriente e pelos receios de uma inflação mais persistente.
O Brent, referência para as exportações angolanas, avançava 0,6%, para 103,7 USD por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 0,5%, para 92,7 USD.
A valorização do crude ocorre num contexto de forte pressão sobre os mercados obrigacionistas. O chamado sell-off da dívida tem empurrado as taxas de juro para máximos de várias décadas, à medida que os investidores avaliam o risco de uma crise inflacionista mais prolongada.
A persistência da inflação poderá, por sua vez, aumentar a pressão sobre os bancos centrais para manterem uma política monetária restritiva e prolongarem o ciclo de subida das taxas directoras.
No mercado petrolífero, a atenção continua concentrada no Médio Oriente, em particular no estreito de Ormuz, uma das principais artérias mundiais para o transporte de petróleo. Antes do início, em Fevereiro, do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irão, cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo passava por esta rota estratégica.
Qualquer perturbação prolongada na circulação de navios pelo estreito poderá afectar a oferta global e aumentar a pressão sobre os preços do crude, num momento em que o mercado já incorpora um prémio de risco associado à escalada das tensões na região.











