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José Severino: Filda já merece um espaço com maior dimensão

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As instalações da Feira Internacional de Luanda (Filda), criadas ainda em tempo colonial, já carecem de uma área maior que responda às necessidades actuais e à nova dimensão de Luanda, defendeu hoje (segunda-feira), o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino.

Em declarações à Angop, a propósito da realização do evento, que acontece de 16 a 21 de Julho, José Severino disse que Luanda cresceu e precisa de uma área de exposição que possa corresponder as suas necessidades porque já passam cerca de 42 anos, a província e o país cresceram.

A respeito da criação da Filda, o presidente da AIA disse que a estrutura foi construída pelos industriais de Angola e a primeira edição da feira foi realizada em 1972, mas costuma-se divulgar a data de 1983, período em que a gestão do espaço passou para a Ficom UEE- uma empresa tutelada, na época, pelo Ministério do Comércio.

Nessa altura, segundo o interlocutor, foi realizada a primeira feira pós-independência de Angola pelo Ministério do Comércio.

De acordo com o entrevistado, desde a independência de Angola até ao período de economia socialista, a Filda esteve sob tutela do Ministério dos Transportes (através da Abamat) e da Organização de Defesa Popular (ODP), uma vez que o país ainda estava sob tensão, e só em 1994 foi transferida para a AIA.

José Severino referiu ainda que a solicitação para a devolução da Filda à AIA já havia sido requerida ao Governo em 1992, com abertura do processo de democratização do país e depois constituiu-se a Expo- Angola- SA para gerir as instalações.

Constituíram a sociedade entre outras instituições a AIA, Assomel, AJEA, a Câmara de Comércio e Indústria e Acomil, mas já na época colonial integravam à AIA 300 empresas como a Cuca, Rocha Monteiro e Offset, todas na condição de sócios.

Em meio às vicissitudes da altura e a degradação das estruturas da Filda, disse José Severino, a AIA investiu, de 1994 a 2003, um bilião e seiscentos milhões de Kwanzas para a recuperação do empreendimento e pó-lo a funcionar.

Fonte: Angop

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