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Novo laboratório quer saber o que se come e bebe em Angola

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Laboratório da UMA vai ajudar os angolanos a ter noção da saúde dos alimentos e das bebidas Com a entrada em funcionamento do laboratório, sobe para sete o número de centros de análises do género A Universidade Metodista de Angola investe mais de 390 milhões Kz num laboratório de análise à água e produtos alimentares. Com isto, a instituição de ensino superior quer estar a par da qualidade alimentar em Angola.

A Universidade Metodista de Angola (UMA) vai inaugurar em Janeiro do próximo ano um novo laboratório de análises à água e a produtos alimentares, tudo isto inserido numa estratégia de investigação desenvolvida pela instituição.

A infra-estrutura, avaliada em cerca de 390,2 milhões Kz, vem juntar-se a outras seis em actividade no País e está a ser erguida no perímetro do parque tecnológico empresarial e residencial Kaop Park, no município de Cacuaco, a 30 km do centro da cidade de Luanda.

O laboratório será dotado de um corpo técnico e administrativo composto por angolanos e expatriados (15 técnicos), estando estes últimos encarregados de implementar a tecnologia e transferir capacitação profissional aos nacionais.

Em declarações ao Expansão, o secretário-geral da Universidade Metodista de Angola, Fernando Dias, disse que, com a abertura do laboratório, a instituição pretende, primeiro, responder às necessidades de formação dos estudantes universitários e, segundo, emitir, de forma periódica, relatórios sobre a qualidade alimentar dos angolanos "por intermédio de análises ao que se bebe e se come em Angola".

"Sabemos que a saúde das pessoas se avalia principalmente pelo que se bebe e se come. Sendo assim, e no quadro do seu processo investigativo, a UMA passa, a partir de Janeiro de 2014, a cumprir com este propósito. Por forma a se ter noção da saúde dos nossos alimentos, passaremos periodicamente a emitir estudos com estes dados", referiu o responsável.

O processo investigativo, segundo a fonte, resume-se na colecta de água e produtos alimentares produzidos no País e importados, um processo que, de acordo com Fernando Dias, vai exigir viagens periódicas da equipa de investigação da universidade pelo interior das 18 províncias de Angola.

Fernando Dias lamentou por outro lado a débil participação das instituições de ensino superior no processo investigativo, afirmando, por este facto, que "os relatórios internacionais que atribuem fraco desempenho às instituições de ensino superior angolanas têm toda a razão de ser".

Com a entrada em funcionamento do laboratório de análises à água e a produtos alimentares da UMA, eleva-se para sete o número de centros de análises para este fim. Até Maio deste ano, a Bromangol era a única empresa responsável a efectuar análises de controlo de qualidade a produtos importados.

No mesmo mês, um protocolo entre os ministérios das Finanças e do Comércio pôs fim a este monopólio e permitiu que mais laboratórios, principalmente públicos, efectuassem exames de qualidade alimentar aos bens importados ou de produção nacional.

MINFIN e MINCO definem preços de exames

Os ministérios das Finanças e do Comércio aprovaram, em decreto executivo conjunto publicado recentemente, a nova tabela máxima de preços para as análises laboratoriais microbiológicas e físico-químicas de todos os produtos alimentares que circulem pelo território angolano.

Para se ter uma ideia, uma análise microbiológica de produtos como frutas e similares custa 50 mil Kz, as hortaliças, legumes e similares, incluindo cogumelos, estão em 60 mil Kz, e as raízes, tubérculos e similares, em 30 mil Kz, por exemplo.

Já o custo do exame físico- -químico de produtos vegetais como grãos secos e cereais varia entre 30 mil Kz e 257 mil Kz. Testes de legumes e vegetais em conserva foram fixados em 80 mil Kz. O exame microbiológico e físico- químico de carnes e pescado e outros produtos de pesca custa 200 mil Kz; o de ovos e derivados, 150 mil Kz, o do leite de bovinos e de outros mamíferos e derivados, 250 mil Kz, mas o da manteiga, creme de leite e similares ficou em 150 mil Kz.

As análises de farinhas, massas alimentícias e produtos para a panificação têm um valor que varia entre 40 mil e 257 mil Kz, enquanto as do açúcar e adoçantes ficam em 120 mil Kz. O custo mais baixo (20 mil Kz) recai sobre produtos como especiarias, temperos, condimentos, molhos preparados e similares, sumos, refrescos, refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas, excluindo aqui os de base láctea e chocolate.

Exames laboratoriais de vinhos e cervejas têm também um baixo custo. Com a entrada em vigor do Decreto Presidencial n.º 275/11, de 20 de Outubro, o Executivo angolano estabeleceu um novo quadro de referência e de novas práticas de controlo da qualidade, com vista a salvaguardar o interesse público subjacente à protecção da saúde pública, do meio ambiente e da indústria nacional, estabelecendo com isso as normas aplicáveis às análises laboratoriais das mercadorias importadas e de produção nacional, quer se destinem à exportação, quer ao consumo interno.

O artigo 23 do Regulamento de Análises Laboratoriais de Mercadorias Importadas e de Produção Nacional estabelece que os custos das análises são suportados, consoante o caso, pelo importador ou pelo exportador.

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