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Angola

Planageo deverá dispor de laboratório de análises da Ferrangol

Geologia

A infra-estrutura está a ser erguida na província de Luanda e deve estar concluída no segundo semestre deste ano. Trata-se de uma iniciativa público-privada que deverá atender as necessidades do Plano Nacional de Geologia, numa primeira fase.

O Plano Nacional de Geologia (Planageo), que tem por objectivo a elaboração do cadastro e mapas completos sobre os recursos minerais existentes no País, deverá fazer recurso ao laboratório da Ferrangol para o processo de sondagens e análises geoquímicas dos minerais.

O recurso à infra-estrutura, uma vez que o projecto prevê a construção de três laboratórios pelo País, deve-se ao facto de a conclusão das unidades estarem previstas apenas para 2015, enquanto as necessidades em termos de recolha e tratamento de minério do Planageo virão a ter início no último trimestre de 2014.

Os laboratórios estarão localizados em Luanda, Lunda Sul e na cidade do Lubango, província da Huíla.

Por seu lado, o laboratório da Ferrangol, que está a ser erguido em Luanda, no município de Viana, deverá apenas arrancar no segundo semestre do ano.

O director-geral do Instituto Geológico de Angola (IGA), Makenda Ambroise, que fez recentemente uma visita ao laboratório da Ferrangol, notou que a infra-estrutura está em perfeitas condições para, assim que entrar em funcionamento, dar início ao trabalho de análises com as empresas contratadas pelo projecto.

Antes de se chegar a acordo com os responsáveis do laboratório, a direcção do Ministério da Geologia e Minas ensaiou outras duas alternativas.

Segundo Makenda Ambroise, era pretensão do ministério antecipar as encomendas dos materiais necessários para o laboratório afecto ao Planageo. A segunda alternativa passava por importar um laboratório contentorizado, processo que igualmente seria moroso.

Assim sendo, o projecto da Ferrangol ganhou a votação. De parceria público-privada, os equipamentos para o laboratório deverão chegar ao País até ao fim do mês de Junho.

Arranque previsto para o segundo semestre

"Segundo informações que recebemos junto dos responsáveis da instituição, até finais de Junho próximo o processo de montagem estará na final", disse, adiantando que o consórcio possui cinco quadros em formação no exterior do País para atenderem ao projecto.

Makenda Ambroise assinalou também que, logo que a cooperação seja efectivada, o IGA poderá colocar à disposição do laboratório os seus quadros, visando o funcionamento do laboratório. Frisou que, neste momento, o seu organismo está em fase de preparação do arranque efectivo do Planageo, que vai permitir ao País identificar e conhecer o seu potencial mineiro e mineralógico.

Por outro lado, quando questionado se o recurso ao laboratório da Ferrangol irá alterar os custos iniciais do Planageo, Makenda Ambroise respondeu que não.

Aquando da preparação do Planageo, o responsável sublinhou que o território foi subdivido em três grandes blocos e mais tarde em sub-blocos com as respectivas empresas contratadas.

Na base dos critérios traçados, nomeadamente técnicos, mineralógicos, socioeconómicos, entre outros, acentuou Makenda Ambroise, foram estabelecidas as prioridades para cada região. Neste âmbito, acrescentou, os resultados do projecto serão lançados por sub-blocos.

Conforme esclareceu, a medida permitirá que se obtenha as primeiras informações do plano no primeiro trimestre de 2017. Caso o levantamento tivesse sido feito conforme planificado inicialmente, por blocos, os resultados apenas começariam a ser conhecidos em finais de 2017.

O Plano Nacional de Geologia e o Código Mineiro são tidos como os principais instrumentos de trabalho para se alcançar os objectivos definidos no Programa de Governação para o sector geológico-mineiro do País no quinquénio 2013/2017.

Estêvão Martins

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