Sociedade Caxito Rega facturou 1,9 mil milhões Kz no ano passado
Os negócios das empresas integradas na Sociedade Caxito Rega, controlada a 70% pelo Estado, facturaram cerca de 1,9 mil milhões Kz (20 milhões USD) no ano passado, o mesmo valor alcançado em 2012, segundo revelou o presidente do conselho de administração (PCA) da sociedade, João Mpilamosi Domingos, em declarações ao Expansão.
De acordo com João Mpilamosi Domingos, os valores resultaram das vendas de 300 toneladas de produtos diversos realizadas pelas empresas controladas pela Caxito Rega, das quais cerca de 200 toneladas, que correspondem a 66% do total, dizem respeito à venda de bananas e da comercialização de outros frutos das plantações das empresas do universo da sociedade. "A nossa facturação nunca esteve abaixo dos 20 milhões USD, o que significa que o volume de vendas dos últimos dois anos nunca esteve abaixo dos 40 milhões USD", afirmou.
João Mpilamosi explicou que a sociedade concentra cerca de 370 empresas, das quais apenas quatro são geridas pela Caxito Rega, nomeadamente a Agrolíder, a Sagribengo, a Turiagro e a Agroaliança, esta última, segundo o gestor do perímetro, a principal produtora de banana do País. "Quando falo da Caxito Rega, refiro-me a uma entidade que controla um grupo de empresários que produzem para o sector agrícola, e os volumes de vendas e os lucros normalmente não são apresentados como contas da Caxito Rega por sermos apenas uma entidade gestora", referiu.
Sobre a participação do Estado na Caxito Rega, o gestor disse que cerca de 70% das acções daquela sociedade de empresas são controladas pelo Estado e 30% por investidores privados nacionais. Ainda dentro das 370 empresas que operam no perímetro irrigado de Caxito, adianta Mpilamosi, estão também incluídas as empresas singulares e outras grandes empresas, que correspondem a 20% do total de firmas daquela área produtiva do Bengo. "Estamos com cerca de 370 empresas, e, desse grupo, juntámos uma associação dos ex-militares, que trabalham com 100 hectares", confirmou o responsável, acrescentando que "a maior parte dos produtos alimentares produzidos naquela região é vendida na capital do País".
Sociedade quer mais emprego Para o PCA, além da capacidade de produção, a sociedade gestora do perímetro irrigado de Caxito é a que, também, gera "mais emprego" em comparação com outros grupos da região. Aliás, lembrou João Mpilamosi, o sector agrícola é a área onde se gera mais emprego. "Cerca de 70% da população activa angolana tem como o seu primeiro emprego a agricultura", afirmou João Mpilamosi, para quem o número de empresas e empregados pode vir a aumentar com a entrada em funcionamento de outras parcelas daquele perímetro agrícola.
Segundo o responsável, o perímetro está localizado numa área com cerca de 2500 hectares, dos quais só 1600 hectares entraram ainda em produção, suportados por um total de 370 produtores. Deste grupo, esclarece, só cerca de 60% é que fazem uma agricultura intensiva. "Só neste espaço já foram criados cerca de 8.000 postos de trabalho pelas empresas que actuam no perímetro", apontou o gestor, que lamentou o facto de o número ter reduzido 46% em comparação com o ano anterior, quando a estatística do emprego registou 15.000 postos de trabalho.
Modernização custa 4,9 mil milhões Kz Sobre a modernização do perímetro, que, segundo o PCA, já produziu cana-de-açúcar para a antiga fábrica da açucareira, João Mpilamosi avançou que foram investidos cerca de 4,9 mil milhões Kz (50 milhões USD).
Este investimento foi aplicado no revestimento total do canal principal de rega, com 23 km, no emparcelamento dos lotes da região, na colocação das unidades de bombeamento em cada lote e no projecto Homefarm, que inclui 400 hectares.
Para além disso, o gestor da empresa que também promove a Feira da Banana disse ainda que o valor foi também aplicado no projecto de distribuição de energia ao longo do perímetro irrigado de Caxito. João Mpilamosi adiantou ainda outros exemplos de investimento como os cerca de 111 postos de transformação de energia eléctrica construídos e os 54 km de cabos da barragem das Mabubas, com capacidade instalada para produzir 10 megawatts.
O gestor referiu que "o Estado se preocupa com a vertente de criação de condições para potenciar os investidores". O presidente do conselho de administração da Caxito Rega fez saber igualmente que, para a modernização daquela área produtiva, tiveram de contar com tecnologias da China, através da empresa Sino- Hidro, que trabalhou nas infra-estruturas de rega do perímetro.











