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Indemnizações disparam 90% para máximo histórico e pressionam lucros das seguradoras

MERCADO SEGURADOR 2025

As seguradoras desembolsaram 241,4 mil milhões Kz em indemnizações no último ano, o equivalente a uma subida de 90%. O acidente na plataforma da Chevron agravou os números, mas a crescente pressão dos seguros de Saúde, Automóvel e Acidentes de Trabalho está igualmente a empurrar a taxa de sinistralidade para níveis historicamente elevados.

Os custos com indemnizações pagos pelas seguradoras angolanas registaram em 2025 o maior crescimento dos últimos anos, aumentando 90% para 241,4 mil milhões Kz. Embora o incêndio ocorrido em Maio na plataforma Benguela Belize Lobito Tomboco (BBLT), da Chevron, explique grande parte desta evolução, os números mostram que o aumento da sinistralidade foi mais abrangente e atingiu igualmente alguns dos principais ramos do mercado, como Saúde, Automóvel e Acidentes de Trabalho.

Na altura, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), explicou que o facto ocorreu num momento em que a instalação BBLT estava a ser submetida a uma manutenção anual, no âmbito de uma actividade de paragem programada, pois toda a produção no local estava encerrada desde o dia 1 de maio de 2025.

Mas os dados trimestrais da AR SEG revelam que as indemnizações já cresciam a um ritmo superior ao observado nos anos anteriores antes mesmo do impacto total do sinistro petrolífero se reflectir nas contas do sector.

No primeiro trimestre, os pagamentos aumentaram 20%, no segundo avançaram 25% e no terceiro aceleraram para 26%, taxas significativamente superiores às registadas em períodos de maior estabilidade. Apenas no último trimestre, quando os efeitos do acidente offshore se tornaram mais visíveis, o crescimento disparou para 50%.

A ENSA foi a seguradora que mais sentiu o impacto desta conjuntura por ser tradicionalmente a que absorve os seguros de maior risco no sector petrolífero, sendo líder no co-seguro. Os seus custos com sinistros cresceram 205%, para 97,9 mil milhões Kz, impulsionados pelos ramos Doença e Petroquímica.

No caso da saúde, a companhia justifica a evolução com o crescimento da carteira de clientes e com o aumento dos custos dos tratamentos realizados em Angola e no exterior. Já na petroquímica, pesaram dois sinistros de grande dimensão avaliados em 22 milhões USD e 60 milhões USD. Mas a pressão sobre as indemnizações não ficou limitada...

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