Aviso 9 do BNA com apenas 2.115 créditos não trava crise na habitação
Problemas estruturas do País continuam a impedir o acesso ao crédito à habitação. Grupo de especialistas reuniu-se em Luanda para debater o sector, mas o que fica é que persistem os mesmos problemas de sempre. E a "bola" está mais do lado do Estado do que da banca.
O mercado imobiliário nacional regista um défice habitacional na ordem das 3,2 milhões de casas, e é urgente a banca e o Governo disponibilizarem mais dinheiro para combater esta crise, defenderam vários especialistas a semana passada durante a 3ª edição da Conferência Nacional sobre o Sector Imobiliário. Mecanismos como o Aviso 9 do BNA são insuficientes, já que em quatro anos apenas desbloqueou 2.115 créditos.
Inserida na Feira Internacional de Negócios Imobiliários (FINI 2026), no evento que de correu em Luanda, ficou patente a necessidade de maiores investimentos no sector, a urgência em melhorias ao nível da desburocratização e do papel que o Estado deve ter para combater esta crise imobiliária.
A disponibilização de terrenos infraestruturados e regularizados, além do desbloqueio do registo dos imóveis para que possam servir de hipoteca nos contratos com a banca são processos fundamentais para tentar travar o cresci mento ainda mais acelerado do défice habitacional num país onde a população cresce a uma média de 3,5% ao ano.
Os bancos têm hoje no mercado maiores garantias de rentabilidade e menor risco através da aplicação dos depósitos dos seus clientes em mecanismos como a dívida soberana e, por isso, são bastante avessos à concessão de crédito, já que pressupõe maturidades mais elevadas e enfrentam maiores riscos face à degradação de uma economia que tem vivido bastantes sobressaltos ao "sabor" da volatilidade dos preços do petróleo.
Além disso, a persistência de uma inflação em alta empurra os juros para os empréstimos imobiliários para valores praticamente incomportáveis, o que levou o Governo em 2022, à "porta" das eleições, a lançar o Aviso 9 do Banco Nacional de Angola, que estabeleceu pela primeira as regras especiais com taxas bonificadas, impondo um tecto de 7% para as ta as de juro cobradas pela banca e de 150 milhões Kz por contrato. Mas, desde que foi criado este...











