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Economia

IDE não petrolífero regista o melhor arranque de ano desde que há registos

304 MILHÕES USD NO PRIMEIRO TRIMESTRE DESTE ANO

As estatísticas do BNA limitam-se a registar os fluxos financeiros sem identificar os projectos ou os subsectores que receberam os investimentos, o que dificulta uma análise mais detalhada da origem e do destino efectivo deste capital. Apesar do crescimento do investimento não petrolífero, a quebra no Oil & Gas levou o IDE total a recuar 15% face ao período homólogo.

Depois de ter atingido o valor mais elevado dos últimos 17 anos no final de 2025, o Investimento Di recto Estrangeiro (IDE) não petrolífero manteve a trajectória de crescimento no primeiro trimestre deste ano, ao fixar-se em 304,0 milhões USD. Este valor representa um aumento de 27% face ao período homólogo, o equivalente a mais 64,4 milhões USD investidos por estrangeiros em Angola nos primeiros três meses do ano, segundo cálculos do Expansão com base nas estatísticas do Banco Nacional de Angola (BNA).

Trata-se do melhor arranque de ano desde que existem registos trimestrais, ou seja, desde 2012, ano em que o BNA começou a di vulgar estatísticas trimestrais sobre o investimento directo estrangeiro. Nunca a economia angolana tinha recebido um volume tão elevado de IDE fora do petrolífero num primeiro trimestre.

O Investimento Directo Estrangeiro ocorre quando uma entidade não residente adquire, total ou parcialmente, uma empresa em Angola, passando a deter uma participação no capital com o objectivo de controlar ou influenciar a sua gestão. Para além da aquisição de empresas já existentes, o IDE inclui a constituição de novas em presas ou sucursais, aumentos de capital, reinvestimento de lucros e prestações suplementares, entre outras operações.

O facto é que as estatísticas do BNA limitam-se a registar os fluxos financeiros sem identificar os projectos ou os subsectores que receberam os investimentos, o que dificulta uma análise mais detalhada da origem e do destino efectivo deste capital. Entretanto, são visíveis sinais do aumento da presença de investimento estrangeiro, sobretudo chinês, em diversos sectores da eco nomia, com destaque para a mine ração, o comércio e o imobiliário. Aliás, não é por acaso, que durante...

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