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Economia

Mercados reagem a riscos geopolíticos

SEMANA DE 21 A 28 DE JANEIRO

Petróleo valoriza mais de 4% devido à pressão dos EUA ao Irão e disrupção na produção norte-americana. Bolsas subiram com resultados positivos das empresas cotadas e acordo comercial União Europeia-Índia.

Na semana passada, os preços do petróleo registaram ganhos acima de 4%, com o Brent a negociar em 67,87 dólares por barril e o WTI em 62,76 dólares no final da sessão de quarta-feira. Esta subida reflectiu desenvolvimentos geopolíticos recentes, marcados pela forte pressão dos Estados Unidos sobre o regime iraniano e pela possibilidade de intervenção militar, aumentando as preocupações com a oferta global, tendo em conta o peso da produção iraniana na oferta global. Adicionalmente, uma intensa tempestade de Inverno tem condicionado a produção de crude nas refinarias dos EUA e no Golfo do México, enquanto as temperaturas muito baixas elevaram a procura por energia para aquecimento.

Em contraste com estas pressões de curto prazo, as perspectivas de médio prazo apontam para um cenário de excesso de oferta. A Agência Internacional de Energia prevê que, em 2026, a oferta de petróleo exceda a procura em cerca de 2,5 milhões de barris por dia, apesar das expectativas de que a OPEP+ mantenha a pausa no aumento da produção até Março, decisão que deverá ser confirmada na reunião agendada para 01 de Fevereiro.

Nos mercados accionistas internacionais, o Euro Stoxx 600, principal referência europeia, acumulava uma valorização semanal de 0,07%, para 608,75 pontos. Já nos Estados Unidos, o índice de referência S&P 500 subia 0,91% na semana, para 6.978,60 pontos. O desempenho positivo foi impulsionado pela assinatura do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e a Índia, que visa a criação de uma zona de comércio livre e, espera-se que venha gerar poupanças de até 4 mil milhões de euros, bem como pelos resultados positivos das empresas cotadas relativos ao quarto trimestre de 2025.

As incertezas em torno das tensões comerciais, reforçadas pelo mais recente anúncio dos EUA, de imposição novas tarifas de 25% a produtos da Coreia do Sul, nomeadamente automóveis, madeira e fármacos, impulsionaram a procura por metais preciosos, como activos de refúgio. O preço do ouro subiu mais de 10%, ultrapassando os 5 mil dólares, aproximando-se do máximo histórico registado no ano passado.

No mercado cambial, o dólar norte americano desvalorizava como reflexo da incerteza política associada à actual Administração norte americana. No conjunto da semana, o Bloomberg Dollar Spot Index recuava 2,49% em termos semanais, enquanto o euro apreciava 2,17%, para 1,20 dólares.

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