Incumprimento no Aviso 10 mais do que duplica para 63,9 mil milhões Kz
O incumprimento mais do que duplicou ao passar de 29,7 mil milhões em 2024 para 63,9 mil milhões no ano passado, ou seja, mais 34,3 mil milhões no espaço de um ano.
O stock de crédito concedido ao sector real da economia nacional no âmbito do Aviso 10/24, que estabelece as regras e condições de crédito ao sector real da economia em Angola, fixou-se em quase 1,4 biliões Kz em 2025, o que representa um aumento de 22,6% face a 2024, dos quais cerca de 63,9 mil milhões Kz estavam em incumprimento, segundo os dados do Banco Nacional de Angola, divulgados na Sessão de Apresentação do Balanço e Perspectivas da Política Monetária e Cambial.
O incumprimento mais do que duplicou ao passar de 29,7 mil milhões em 2024 para 63,9 mil milhões no ano passado, ou seja, mais 34,3 mil milhões no espaço de um ano.
Segundo o director do Gabinete de Acompanhamento ao Crédito do BNA, Veloso Pedro, das 1.110 operações desembolsadas no âmbito do Aviso n.º 10/2024, um total 194 encontram-se em situação de incumprimento, o que corresponde a 17% das operações. Recordar que o BNA actualizou as regras de crédito ao sector real da economia através do Aviso n.º 10/2024, que substitui a norma anterior de 2022.
A principal alteração consiste na expansão da lista de bens e serviços considerados prioritários para financiamento bancário. A medida determinou que a logística, o transporte e a conservação associados à produção dos bens elegíveis passam a ter acesso a financiamento privilegiado.
Crédito concentrado em Luanda
De acordo com as estatísticas apresentadas pelo banco central, Luanda absorveu 51,44% do crédito concedido ao abrigo do Aviso 10 em 2025. Ainda assim, representa uma redução comparativamente aos anos anteriores, em que chegou a atingir 70%.
Sobre a concentração do crédito em Luanda e nas grandes empresas, Tiago Dias considerou ser natural, porque as estatísticas indicam que cerca de 80% das empresas se encontram na capital do país, bem como cerca de 30% da população angolana.
"É natural que o crédito também esteja concentrado em Luanda, devemos promover para que o crédito chegue a todas as províncias do país, mas esse é o papel das associações empresariais, que devem prestar apoio, assessoria, aconselhamento aos seus afiliados", apontou.











