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Economia

Agronegócio foi responsável por 34% das exportações do PRODESI

Produtos PRODESI em 2025

A banana foi o produto agrícola mais vendido para os mercados externos, com um total de 9,6 toneladas e uma receita de 5,4 milhões USD em 2025.A banana foi o produto agrícola mais vendido para os mercados externos, com um total de 9,6 toneladas e uma receita de 5,4 milhões USD em 2025.

Os produtos com origem na agricultura e pecuária representaram, em 2025, 34% do total das exportações associadas ao Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), de acordo com os cálculos do Expansão, baseados nos dados publicados pela Administração Geral Tributária (AGT). A banana foi o produto agrícola mais vendido para os mercados externos, com um total de 9,6 toneladas e uma receita de 5,4 milhões USD em 2025. Este valor representa uma subida face ao ano anterior, quando foram exportadas 6,8 toneladas, avaliadas em 3,5 milhões USD.

Em termos globais, o líder mundial de exportação de banana, em 2023, foi o Equador, que facturou 3.790 milhões USD. Em segundo lugar estavam as Filipinas (1.220 milhões USD) e em terceiro a Costa Rica (1.189 milhões USD). A Costa Rica, só em banana e abacaxi (onde arrecadou mais 1.176 milhões USD), obteve 2.365 milhões USD com exportações, de acordo com os dados da FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Depois da banana, surge o tomate, com 4,1 milhões USD em exportações no ano passado. Uma subida significativa, depois dos 1,1 milhões USD registados pela AGT em 2024. A lista dos três produtos angolanos mais exportados com origem no agronegócio é fechada pela cebola, com 1,2 milhões USD (menos do que os 1,4 milhões USD de 2024). Exemplos como a Costa Rica ou o Equador, entre outros casos, conjugados com os hábitos de consumo e os processos de industrialização em diversas regiões do mundo, indicam que países como Angola, com disponibilidade de terras aráveis, podem olhar para o sector agropecuário como uma oportunidade para diversificar a economia, criar postos de trabalho, novas empresas, ao mesmo tempo que atende as necessidades internas alimentares e promover algum nível de exportações.

Em algumas fileiras, Angola já é, segundo a FAO, um dos maiores produtores mundiais: no caso do abacaxi, em 2023, o País ocupava o 12.º lugar do ranking (800 mil toneladas), mas contabilizou apenas 40 mil USD em exportações. Em 2025, segundo a AGT, as exportações de abacaxi renderam 37 mil USD. A batata doce é um caso ainda mais flagrante: Angola era, em 2023, o quinto maior produtor mundial, com cerca de 2 milhões de toneladas (estes números são contestados, já que são mais do dobro da produção no Brasil, por exemplo), mas apenas exportou 1.099 USD naquele período.

Em 2025, as exportações de batata- -doce subiram para 2.776 USD, de acordo com a AGT. Quase nada. Do lado dos principais exportadores mundiais de batata-doce, a lista é encabeçada pelos Países Baixos, que facturaram 173 milhões USD. O mais curioso é que os Países Baixos não são produtores de batata doce, fazendo valer a sua tradição de centro comercial e plataforma logística internacional conquistada à sombra da colonização, da localização estratégica, do controlo das rotas comerciais e da especial apetência que aquele país foi criando para o comércio

Os produtos com origem na agricultura e pecuária representaram, em 2025, 34% do total das exportações associadas ao Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), de acordo com os cálculos do Expansão, baseados nos dados publicados pela Administração Geral Tributária (AGT). A banana foi o produto agrícola mais vendido para os mercados externos, com um total de 9,6 toneladas e uma receita de 5,4 milhões USD em 2025. Este valor representa uma subida face ao ano anterior, quando foram exportadas 6,8 toneladas, avaliadas em 3,5 milhões USD.

Em termos globais, o líder mundial de exportação de banana, em 2023, foi o Equador, que facturou 3.790 milhões USD. Em segundo lugar estavam as Filipinas (1.220 milhões USD) e em terceiro a Costa Rica (1.189 milhões USD). A Costa Rica, só em banana e abacaxi (onde arrecadou mais 1.176 milhões USD), obteve 2.365 milhões USD com exportações, de acordo com os dados da FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Depois da banana, surge o tomate, com 4,1 milhões USD em exportações no ano passado. Uma subida significativa, depois dos 1,1 milhões USD registados pela AGT em 2024. A lista dos três produtos angolanos mais exportados com origem no agronegócio é fechada pela cebola, com 1,2 milhões USD (menos do que os 1,4 milhões USD de 2024). Exemplos como a Costa Rica ou o Equador, entre outros casos, conjugados com os hábitos de consumo e os processos de industrialização em diversas regiões do mundo, indicam que países como Angola, com disponibilidade de terras aráveis, podem olhar para o sector agropecuário como uma oportunidade para diversificar a economia, criar postos de trabalho, novas empresas, ao mesmo tempo que atende as necessidades internas alimentares e promover algum nível de exportações.

Em algumas fileiras, Angola já é, segundo a FAO, um dos maiores produtores mundiais: no caso do abacaxi, em 2023, o País ocupava o 12.º lugar do ranking (800 mil toneladas), mas contabilizou apenas 40 mil USD em exportações. Em 2025, segundo a AGT, as exportações de abacaxi renderam 37 mil USD. A batata doce é um caso ainda mais flagrante: Angola era, em 2023, o quinto maior produtor mundial, com cerca de 2 milhões de toneladas (estes números são contestados, já que são mais do dobro da produção no Brasil, por exemplo), mas apenas exportou 1.099 USD naquele período.

Em 2025, as exportações de batata- -doce subiram para 2.776 USD, de acordo com a AGT. Quase nada. Do lado dos principais exportadores mundiais de batata-doce, a lista é encabeçada pelos Países Baixos, que facturaram 173 milhões USD. O mais curioso é que os Países Baixos não são produtores de batata doce, fazendo valer a sua tradição de centro comercial e plataforma logística internacional conquistada à sombra da colonização, da localização estratégica, do controlo das rotas comerciais e da especial apetência que aquele país foi criando para o comércio.

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