Petróleo com perdas ligeiras após Trump amenizar as ameaças contra a Gronelândia e o Irão
Os preços do petróleo seguem a negociar com perdas nesta quinta-feira, com os "traders" a avaliarem um aumento nos "stocks" de crude dos EUA, ao mesmo tempo que centram atenções na redução das tensões entre a maior economia mundial e os países europeus. Isto depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, suavizar as ameaças contra a Groenlândia e o Irão.
Assim, os preços do crude recuaram nesta quinta-feira, revertendo os ganhos das sessões anteriores. Perto das 09h de Luanda, o West Texas Intermediate (WTI) - referência para os EUA - recuava 0,31%, para os 60,4 USD por barril. Já o Brent - referência para as exportações angolanas - seguia a desvalorizar 0,4% para os 64,9 USD por barril. Este valor encontra-se acima dos 61 USD por barril, preço que o Governo projectou no OGE 2026.
Na quarta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, suavizou a retórica em torno da Gronelândia, descartando o uso da força e recuando nas ameaças de imposição de tarifas adicionais a oito países do Velho Continente. Estes fatores seguem a reduzir as perdas dos preços do barril de "ouro negro".
Além disso, Trump disse acreditar que "estamos razoavelmente perto" de um acordo para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, acrescentando que se reuniria com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy durante esta quinta-feira.
Entre os dados do mercado petrolífero, a Agência Internacional de Energia reviu em alta as previsões para o crescimento da procura global de petróleo para 2026, no seu último relatório mensal divulgado ontem, sugerindo um excedente ligeiramente menor para o mercado este ano. Já os dados dos "stocks" de petróleo bruto dos EUA são, neste momento, o maior fator de pressão sobre os preços, já que aumentaram em cerca de 3,04 milhões de barris na semana terminada a 16 de janeiro, de acordo com dados do Instituto do Petróleo dos EUA, tal como avança o Negócios.











