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Economia

Petróleo sobe em semana de cautela

SEMANA DE 11 A 18 DE FEVEREIRO

Os mercados registaram ganhos nos segmentos de acções e petróleo, desvalorização do ouro e recuo do euro, influenciados por tensões geopolíticas, expectativas de política monetária e estímulos económicos na Alemanha.

Nos últimos sete dias, os mercados financeiros globais foram influenciados por uma combinação de factores, incluindo tensões geopolíticas, indicadores macroeconómicos mistos e expectativas quanto à evolução da política monetária global, resultando em movimentos distintos entre matérias-primas, acções, metais preciosos e o mercado cambial. No sector petrolífero, os preços registaram variações irrelevantes, reflectindo a cautela dos investidores face às negociações entre os Estados Unidos e o Irão, enquanto os países anunciam exercícios militares colocando em questão a obtenção de um acordo para breve. No final da sessão de quarta-feira, o Brent rondava os 67,67 dólares por barril, enquanto o WTI era negociado em torno de 62,58 dólares.

No médio prazo, as perspectivas continuam a apontar para um possível excesso de oferta, com a Agência Internacional de Energia a projectar que, em 2026, a oferta mundial poderá exceder a procura em cerca de 2,5 milhões de barris por dia, mesmo com a decisão da OPEP+ de não aumentar a produção até Março.

A se concretizar, isto reforçaria as perspectivas de várias instituições internacionais de descida do preço do barril este ano. Nos mercados accionistas, o desempenho semanal foi globalmente positivo, com realce para o índice de referência europeu, Euro Stoxx 600, que acumulava uma valorização de 1,57%, para 627,41 pontos, sustentado por resultados corporativos robustos.

Nos EUA, o S&P 500 avançou 0,10%, para 6.843,22 pontos, beneficiando, entre outros factores, do anúncio de um plano de investimento japonês de 36 mil milhões de dólares em projectos de petróleo, gás e minerais críticos em território norte-americano. No mercado de metais preciosos, o ouro registou uma desvalorização de 2,03%, para 4 926,68 dólares por onça, reflectindo a prudência dos investidores na expectativa da divulgação das actas da reunião de Janeiro da Reserva Federal, que poderão fornecer sinais sobre a trajectória da política monetária ao longo do ano.

A prata, por seu lado, desvalorizou mais de 6%, para 75,63 dólares por onça, num contexto de baixo volume de negociação devido a um feriado registado na China e noutras regiões asiáticas. Por fim, no mercado cambial, o euro recuou 0,45% face ao dólar, para 1,18 dólares, pressionado por expectativas de política monetária divergente entre a Europa e os Estados Unidos.

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