Preços do petróleo voltam a subir mas mantêm-se abaixo dos 100 USD por barril
Após ter caído mais de 13% na sessão anterior, o petróleo regressa aos ganhos. Apesar de os Estados Unidos e o Irão terem alcançado um cessar-fogo, que interrompe oficialmente o conflito por duas semanas, os investidores continuam céticos quanto ao compromisso de ambas as partes com o acordo, numa altura em que já surgem acusações mútuas de violação das cláusulas estabelecidas.
Nesta altura, o Brent - referência para as exportações angolanas - sobe 2,52% para 97,14 USD por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, avança 3,15% para 97,39 USD. Ainda assim, ambos os contratos mantêm-se abaixo da fasquia dos 100 USD, nível em que têm negociado durante grande parte das sessões desde o início do conflito no Médio Oriente, no final de fevereiro.
O estreito de Ormuz continua a ser um ponto crítico tanto para os mercados como para Washington e Teerão. Tal como avança o Negócios, a agência iraniana Fars noticiou que o tráfego de petroleiros foi interrompido na quarta-feira, na sequência de ataques de Israel ao Líbano - uma ação que, segundo o Irão, viola o acordo de cessar-fogo. Já o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou existirem "sinais de que o estreito está a começar a reabrir".
"Isto ainda não acabou", alerta Dennis Kissler, vice-presidente sénior de negociação da BOK Financial Securities, em declarações à Bloomberg. "Precisamos de ver uma reabertura total do estreito, sem restrições, antes de o preço do WTI recuar para os 80 dólares. E não acredito que isso aconteça nas próximas duas semanas", acrescenta, numa altura em que o tráfego em Ormuz permanece limitado.
No plano diplomático, e com foco nas negociações de paz iniciadas entre sexta-feira e sábado no Paquistão, JD Vance afirmou que Israel demonstrou abertura para "conter-se um pouco" no Líbano, de forma a facilitar o diálogo com Teerão, embora sublinhe que o país não integra o acordo. Por sua vez, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, insiste que um cessar-fogo no Líbano é uma "condição essencial" para pôr fim ao conflito, que entrou no passado sábado na sua sexta semana.











