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Economia

Lucros da banca cresceram 2,5% para 107,8 mil milhões Kz nos primeiros três meses do ano

ACTUAL COPNJUNTURA CONTINUA A PRESSIONAR A ACTIVIDADE BANCÁRIA

Até 31 de Março deste ano, 17 dos 19 bancos com balancetes disponíveis nos seus websites registaram 2,6 mil milhões a mais do que o resultado agregado alcançado no I trimestre de 2021. Se as contas do agregado incluirem os prejuízos de BPC e BDA, os 19 bancos apenas tiveram lucros em conjunto de 1,2 mil milhões Kz.

As contas de balanço de 17 dos 19 bancos comerciais que tinham os balancetes do primeiro trimestre deste ano disponíveis nos seus websites registaram um resultado líquido do agregado de 107,8 mil milhões de Kwanzas, uma subida marginal de 2,5% face ao total inscrito nos balancetes do mesmo período de 2021, de acordo com cálculos do Expansão.

Não formam incluídos nos cálculos os bancos de Poupança e Crédito (BPC), que passa por um processo de "limpeza" de activos tóxicos do seu balanço e por um plano de reestruturação, e o Ban[1]co de Desenvolvimento de Angola (BDA), que, por natureza, não é um banco comercial. Ficam ainda de fora outros quatro bancos que até esta quarta-feira não tinham publicado os seus balancetes, nomeadamente o BIC, o Sol, o VTB África e o reincidente Banco Económico, que, por vários anos não declara quanto ganha ou como gere os activos dos seus clientes através de relatórios e contas ou balancetes.

Se contarmos com o BPC, que, por sucessivos anos vem apresentando prejuízos, e o BDA, as contas do agregado de 19 bancos registam uma queda avultada de quase 98,1%, passando de 65,3 mil milhões Kz para 1,2 mil milhões Kz. Isto porque o BPC viu os seus prejuízos crescerem 118,9% para 75,3 mil milhões Kz e o BDA viu os seus resultados líquidos negativos aumentarem 467,6% para 31,3 mil milhões Kz, depois de ter registado -5,5 mil milhões Kz no mesmo período de 2021. Na prática, o sector só regista lucros elevados se as contas do BPC e BDA não integrarem o agregado.

Assim, o sector bancário, que vem de períodos dourados de crescimento nos lucros, este ano não conseguiu crescer mais do que 2,5%. A culpa, segundo analistas, é da crise económica e financeira nacional e internacional, associada ainda à pandemia que resfriou o desempenho da maioria dos operadores económicos, incluindo a banca. Apesar de o agregado dos bancos ter registado um crescimento marginal nos resultados líquidos, individualmente há instituições bancárias que continuam a somar consideráveis ganhos.

No I trimestre, o Banco Angolano de Investimento (BAI) liderou o ranking dos bancos que mais encaixaram lucros, 40,7 mil milhões de Kwanzas, um salto de 31,8% face a igual período de 2021. Segue na segunda posição o Banco de Fomento Angola (BFA), que, por largos anos, liderou o ranking da banca por lucros. Entre Janeiro e Março, a instituição agora controlada indirectamente pelo Estado (por via da Unitel) fechou as contas do período com 31,0 mil milhões de Kwanzas, representando um salto de 3,7% face aos ganhos dos primeiros três meses de 2021.

Atrás do BFA segue o Standard Bank Angola (SBA), banco que, embora constar no ranking do top 5 em lucros, viu os seus resultados líquidos recuarem 11% para 16,0 mil milhões de Kwanzas. Fecham o Top5 O Banco Comercial do Huambo (BCH) e o Caixa Angola (BCGA), com 7,9 mil milhões de Kwanzas e 7,8 mil milhões de Kwanzas, respectivamente. Destaque para o Caixa Angola que, no período, viu os seus lucros avançaram 53,9% comparativamente ao período homólogo anterior.

(Leia o artigo integral na edição 681 do Expansão, de sexta-feira, dia 01 de Julho de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)