Jobartis põe no mercado de trabalho 500 pessoas por mês
Administração e apoio a escritórios, telecomunicações, informática e engenharias são as áreas mais procuradas entre os candidatos inscritos no portal.
O Jobartis, portal de emprego online em Angola, tem colocado mensalmente cerca de 500 candidatos no mercado de trabalho desde a sua fundação, há perto de dois anos, revelou o director de operações. Segundo Luís Verdeja, que falava na Angola Business Week, evento que decorreu no final da semana passada, em Luanda, sob o tema Diversificação da Economia, este dado foi extraído de uma amostra de 150 mil candidatos inscritos no portal.
A maior parte, disse o responsável, conta com idades compreendidas entre os 26 e os 30 anos, sendo 70% dos candidatos do sexo masculino. O Jobartis, explicou Luís Verdeja, limita-se a receber candidaturas, ficando a decisão de recrutamento a cargo da empresa, ou seja, do cliente. "O recrutamento não depende de nós", disse.
"Os candidatos enviam-nos a sua documentação, e as empresas, por sua vez, entram em contacto com o portal", explicou. Empresas como Odebrecht, Unitel, Standard Bank, Millennium, Deloitte, Angoalissar, Maersk, Coca-Cola, ENSA, Epic Sana, Infrasat e prestadoras de serviços a petrolíferas são as principais empregadoras do site, referiu o gestor.
Portugueses representam 18% das candidaturas
O responsável avançou que 82% das pessoas que procuram emprego no site são de nacionalidade angolana e vivem em Angola, enquanto 18% das candidaturas provêm do exterior.
"As candidaturas do exterior nem sempre são de candidatos estrangeiros", afirmou, explicando que o portal também recebe "candidaturas de angolanos" que moram fora do País e "que querem regressar a casa".
Dos 150 mil candidatos da amostra, 13% são de nacionalidade portuguesa (18 mil pessoas) que procuram de emprego em Angola, enquanto os brasileiros representam 2,3%, havendo ainda 1,2% provenientes de Cabo Verde e 1% de Moçambique e outros países. Questionado sobre as áreas de emprego mais procuradas, o director de operações avançou que os candidatos têm como preferência áreas técnicas, como administração e apoio a escritórios, telecomunicação, informática (TIC) e engenharias.
Quanto à formação académica, o gestor avançou que, actualmente, cerca de 53% dos candidatos têm o ensino superior ou encontram- se a estudar em universidades. Luís Verdeja preferiu não avançar dados sobre a facturação verificada no ano passado e as perspectivas para até ao final do ano em curso, tendo referido apenas que, no primeiro ano de actuação, se verificou uma facturação de 21 milhões Kz. Há quase dois anos no mercado, o primeiro portal de emprego de Angola espera receber cerca de 250 mil candidaturas até ao final do ano em curso.











