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Crude pressionado pela política monetária

SEMANA DE 16 A 21 DE FEVEREIRO

Na semana passada, os preços do petróleo recuaram devido à expectativa de manutenção da política monetária nas grandes economias face à persistente inflação acima da meta dos bancos centrais.

Nas últimas sete sessões os preços do petróleo negociaram em queda, com o Brent de Londres a cair de 0,64% face às sete sessões anteriores, para 82,24 USD por barril, enquanto o WTI de Nova York recuou 1,23% para 76,91 dólares por barril.

O recuo dos preços do petróleo não esteve ligado a um novo desenvolvimento no mercado de petróleo, mas sim às expectativas em torno da política monetária. Há um sentimento de mudança nas expectativas dos investidores em relação às taxas de juros, com a percepção de que os cortes nas taxas podem não ser iminentes e que os bancos centrais podem precisar de manter as taxas mais elevadas por mais tempo.

Esta visão é suportada por dados recentes da inflação, que mostram uma aceleração nos preços nas principais economias, ultrapassando significativamente a meta de inflação dos bancos centrais, que é de 2%. Por exemplo, nos Estados Unidos a inflação anual atingiu 3,1%, enquanto na Zona Euro subiu para 2,8%.

Além disso, os preços também foram negativamente afectados pelo último relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). O relatório indicou uma desaceleração na procura global por petróleo este ano, com um crescimento estimado de 1,2 milhões de barris por dia, face aos 2,3 milhões de 2023. A AIE aponta que, embora China, Índia e Brasil liderem o crescimento da procura em 2024, nos países da OCDE o aumento será fraco devido ao abrandamento de suas economias.

No mercado accionista norte- -americano, a maioria dos índices recuaram, com o índice agregador S&P 500 a cair cerca de 0,3%, e o industrial Dow Jones a perder 0,2%. Essa queda foi atribuída aos dados económicos divulgados na semana, os quais ficaram aquém das expectativas. As vendas a retalho e a produção industrial diminuíram em relação ao mês anterior, registando quedas de 0,8% e 0,1%, respectivamente, enquanto os pedidos de subsídio de desemprego estiveram acima do previsto, totalizando 212 mil contra uma expectativa de 202 mil.

Na Europa, os índices apresentaram valorização acima de 1%, com o índice de referência do continente, o Stoxx 600, subindo de 1,67% para 490,89 pontos. Esses ganhos foram impulsionados pelos resultados do IV trimestre do ano passado das principais empresas, os quais têm superado as estimativas.

Na China, as bolsas registaram um aumento médio de 7,34% durante a semana, após o anúncio pelo governo do País da maior redução já registada na taxa de referência para hipotecas.