Saltar para conteúdo da página

EXPANSÃO - Página Inicial

África

Eskom e trabalhadores assinam acordo de aumento salarial de 7%

AUMENTAM OS CORTES DE ENERGIA NA ÁFRICA DO SUL

As interrupções na semana passada significaram pelo menos seis horas diárias sem energia para a maioria dos sul-africanos.

Os sindicatos e a administração da Eskom, empresa pública sul- -africana de energia, assinaram, no dia 5 de Julho, um acordo que garante um aumento salarial na ordem dos 7%, encerrando desta forma a greve de uma semana que teve um forte impacto no fornecimento de energia eléctrica naquele país. Os protestos surgiram depois de várias negociações falhadas entres as duas partes.

A greve dos trabalhadores acentuou as falhas no fornecimento de energia na África do Sul. A Eskom, empresa que gere a maior parte da electricidade dos sul-africanos, chegou a acordo com o Sindicato Nacional dos Mineiros da África do Sul (NUM) e com o Sindicato Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul (Numsa). Ficou acordado que o aumento fosse de 7% para ajustar os salários ao poder de compra, sendo que a inflação em Maio chegou a 6,5%.

A empresa pública sul-africana está mergulhada em dívidas e tarifas que não são proporcionais aos custos operacionais. Assim sendo, o pagamento do aumento salarial "será uma luta", admite a Eskom. A empresa explica que a retoma normal de fornecimento de energia ainda vai levar algum tempo. "Com o resultado da greve, os trabalhos de manutenção tiveram que ser adiados e esse atraso levará algum tempo para ser resolvido", afirmou em comunicado. "Essas disputas sempre são resolvidas. A questão é: quais os danos causados até chegarmos a um acordo?", explicou o analista de energia Chris Yelland citado pela Reuters.

As interrupções impostas pela Eskom desde a semana passada significaram, pelo menos, seis horas diárias sem energia para a maioria dos sul-africanos. Os cortes deste ano apenas batem os de Setembro de 2019, de acordo com a Reuters. Estas quebras têm afectado a actividade económica e a vida dos cidadãos sul-africanos.

A Reuters escreve também que as pequenas empresas são as que mais sofrem o impacto das últimas interrupções, enquanto ainda se recuperam do impacto da pandemia e da inflação, que está no valor mais alto dos últimos cinco anos. Antes da greve, a empresa com sede em Sandton já enfrentava enormes prejuízos financeiros e graves problemas operacionais.